quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Após protesto dos rodoviários, GDF promete mais segurança


Os rodoviários do Distrito Federal e de vários estados brasileiros cruzaram os braços nesta quarta-feira (16) para protestar e cobrar do governo mais segurança no trabalho e garantia de emprego a cobradores e agentes de bordo. O ato organizado pela CNTTL/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes) e os sindicatos de motoristas e cobradores durou das 4 horas até as 8h, conforme já havia sido divulgado com antecedência à população e às empresas.


Em Brasília, após a mobilização, o Sindicato dos Rodoviários se reuniu com a Secretaria de Segurança Pública do DF. Representantes da pasta se comprometeram a investir em mais ações que viabilizem mais segurança no transporte coletivo da cidade, atendendo reclamações da população usuária e trabalhadores do setor.
Só aqui na capital federal, o número de assaltos nos coletivos subiu 34% nos últimos 11 meses, de acordo com dados divulgados pela própria Secretaria de Segurança Publica do DF.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários do DF, Jorge Farias, explica que a categoria reivindica a criação de um batalhão específico para fazer a segurança nos coletivos, como os batalhões escolares. “Além das vistorias dentro dos coletivos feitas pelo Polícia Militar, conforme prometido pela secretaria, precisamos da criação de políticas públicas voltadas especificamente para a questão”, avalia o dirigente.
O diretor do Sindicato dos Rodoviários, Saul Araújo, ressaltou que a mobilização também foi um protesto às ameaças das empresas de extinguirem em todo o Brasil a obrigatoriedade da função dos cobradores. A categoria busca apoio de deputados para a criação de um projeto de lei que garanta a função dos empregados. “Não podemos permitir que milhares de pais e mães de famílias fiquem desempregados nem arriscar a ter aumento de acidentes e demora no transporte coletivo por causa do acúmulo de funções (dirigir, cobrar e dar troco) para os motoristas”.
Já as empresas terceirizadas que prestam o serviço de transporte público reconhecem que houve crescimento no índice de assaltos e violência nos coletivos, mas recorreram ao Ministério Público para reclamar da paralisação. “Ao invés de lutar também por mais segurança à população e aos trabalhadores e viabilizar melhores condições de trabalho para os funcionários, as empresas visam mais uma vez somente ao lucro”, avaliou o secretário de Comunicação, Marcos Junio.
O dia de protesto possibilitou que os dirigentes sindicais rodoviários de todo o país dialogassem com a categoria também sobre o golpe que a direita está tentando promover no país com pedido de impedimento do mandato obtido nas urnas pela presidente Dilma. A CNTTL e os sindicatos entendem que os setores conservadores buscam chegar ao poder, sem mandato conferido pela população eleitora,  para promover retrocesso e atacar direitos dos trabalhadores.
Fonte: CUT Brasília
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