quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Diretor de escola em Ceilândia atropela aluno após bate-boca


Um adolescente de 15 anos foi atropelado pelo diretor da escola onde estuda, em Ceilândia, depois de um bate-boca na manhã desta quarta-feira (3). O gestor teria se irritado por ter posturas questionadas por professores e estudantes. Testemunhas afirmam que ele agiu intencionalmente. 

O garoto foi atingido nas pernas e precisou ser encaminhado pelo Samu ao Hospital Regional de Ceilândia, depois de dizer que não conseguia movê-las. O incidente aconteceu por volta das 10h, no Centro de Ensino Fundamental 33. De acordo com o Samu, o menino relatou sentir dor. Ele não corre risco de morte.

Professores afirmam que o diretor – que não foi escolhido por eleição, mas indicado ao cargo após a ex-diretora tirar licença – comete assédios morais e sexuais contra estudantes e funcionárias. Além disso, afirmam que ele faz ofensas homofóbicas aos meninos.
Por e-mail, a Secretaria de Educação informou estar ciente do ocorrido e disse que investiga o caso. O G1 procurou o diretor na instituição e foi informado que representantes da pasta e a direção estavam em reunião para discutir o incidente. O homem ocupa o cargo há quatro meses. A escola tem mais de mil alunos, nos turnos matutino e vespertino.
Diretor do Sindicato dos Professores, Samuel Fernandes afirmou que há uma série de denúncias contra o gestor. Nesta quarta, ele teria agredido uma aluna com tapas no rosto depois de ela xingar uma colega. Além disso, três funcionárias registraram ocorrência na 23ª DP por injúria.
“Ele trata mal professores em estágio probatório, fica dizendo que é quem manda, é o diretor, e que vai denunciar quem não concordar [com o que ele diz] para a regional [de ensino]”, disse Fernandes. “Ele estimula aluno contra professores, atrapalha reuniões entre professores. Ontem acompanhei professoras à delegacia, porque ele as chamou de ‘putas e recalcadas’.”
“Hoje ele chegou na escola na hora do intervalo, chamou os alunos para o pátio, começou a falar sobre a situação, dizendo que o sindicato causava confusão na escola, incitando professores, e que ele que era o bom, ele era o diretor, disse que os professores queriam tirá-lo”, completou o sindicalista. “Depois, quando ele foi embora, na saída, jogou o carro em cima de um aluno, bateu a lateral na perna dele, atropelou e foi embora.”
Informações do portal G1
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