quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Secretário de Saúde afirma que 2016 não vai ser muito diferente deste ano

Em entrevista ao Portal Metrópoles, o secretário de Saúde, Fábio Gondim, afirmou que 2016 não vai ser muito diferente deste ano para quem procura atendimento na rede pública do DF. Ao falar sobre a recomendação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) de suspender uma contratação emergencial, sem licitação, no valor de R$ 18 milhões, o titular da pasta não economizou nas críticas: “Quando não é o Tribunal de Contas é o Ministério Público. A gente não consegue fazer nada para melhorar o atendimento. Agora, entendo por que os secretários de Saúde ficam seis meses no cargo e as empresas, décadas”.

Gondim disse que a administração da Saúde no DF virou um “negócio de louco” em função das ações do MP e do TCDF. Ele citou como exemplo a licitação para substituir a empresa que fornece alimentação para os pacientes dos hospitais da rede pública. “Quando a gente quer mudar, não consegue”, completou, destacando que há 42 anos a mesma empresa atua no setor.

De acordo com Gondim, os questionamentos do TCDF e do MP tornam a administração do GDF “inviável” e “está passando dos limites”. Servidor concursado do Senado e especialista na área de orçamento, planejamento e gestão, Gondim foi escolhido pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para administrar um orçamento de R$ 7,5 bilhões.

Nesta manhã (30), o Ministério Público do DF e o Ministério Público de Contas recomendaram o cancelamento de uma contratação emergencial, sem licitação, para serviços de logística no valor de R$ 18 milhões, publicada no Diário Oficial na última semana do ano, quando órgãos de controle estão em recesso.
À tarde, Fábio Gondim tomou uma bronca do chefe. Por telefone, durante 25 minutos, Rollemberg reclamou com veemência de uma entrevista em que Gondim ataca a atuação do Ministério Público do DF e do Tribunal de Contas do DF. A reportagem do Correio presenciou, em gabinete na Secretaria de Saúde, o sermão que Gondim ouviu do governador.
Durante todo o tempo, Gondim dizia que foi mal-interpretado e que em nenhum momento teve intenção de atingir os órgãos de controle. Rollemberg não reduziu o tom. Ficou claro que o governador não gostou da afronta ao Ministério Público e ao TCDF. “O senhor tem razão”, respondia repetidamente o secretário de Saúde.
O secretário de Saúde dizia que não sabia “que se tratava de uma entrevista”: “Achava que era uma conversa coloquial com uma jornalista”, justificava.
A crise repercutiu nos bastidores do Palácio do Buriti. Já se fala que o embate deixou uma rusga entre Gondim e o governador e pode custar uma substituição no comando da pasta.
À noite, a Secretaria de Saúde divulgou uma nota na tentativa de esclarecer a celeuma.
“O secretário de Saúde rejeita a polemização do assunto e esclarece que sua história profissional reflete o respeito pelas instituições públicas”, diz a nota. Em outro trecho, nega que os problemas no setor existam devido aos órgãos de controle: “Em momento algum entende que as dificuldades para a gestão da Saúde decorrem de ações do MPDFT e TCDF. Pelo contrário, tem buscado o diálogo franco com essas instituições para apontar caminhos que garantam a melhoria do atendimento à população, sempre respeitando a legalidade e primando pelo gasto responsável das verbas públicas”
*Informações do portal Metrópoles e CB.Poder (Correio Braziliense)
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