sábado, 30 de janeiro de 2016

Falta de teste rápido para dengue contribuiu para morte de cunhada do vice do DF

De acordo com matéria publicada no Correio Braziliense, a falta de teste rápido para dengue também afetou a enfermeira Maria Cristina Natal Santana, 42 anos, vítima da forma hemorrágica da doença. A cunhada do vice-governador Renato Santana não conseguiu fazer o exame por falta de reagente no Hospital Regional de Brazlândia (HRB), segundo o prontuário da paciente. O Correio revelou, na edição de quarta-feira, o deficit nas reservas do insumo, mesmo dia em que a mulher faleceu. Além disso, o estoque da capital federal conta apenas com 600 litros de biolarvicida e 280 litros de inseticida usado nos carros fumacês utilizados no combate ao Aedes aegypti. O montante é o suficiente para apenas dois meses. O Executivo local confirmou a queda nos investimentos nas gerências que cuidam do setor.

Interlocutores do Executivo local contaram à reportagem que houve confusão para a divulgação da causa da morte de Maria Cristina. Os casos de dengue hemorrágica são contabilizados como “dengue grave” pela Secretaria de Saúde. Contudo, nem todas as notificações desse tipo são de dengue hemorrágica. “Não vou me omitir nem ser irresponsável em não apontar a verdade e correr o risco de colaborar para outros casos como esse”, completou o vice-governador Renato Santana.

Combate enfraquecido

O diretor do Fundo da Saúde do DF, Ricardo Cardoso Santos, admite a baixa nas cifras. Contudo, explica que os programas de combate não ficaram parados, apenas tiveram desaceração. “O foco em 2015 foi o abastecimento da rede. Os processos da vigilância (epidemiológica) não tiveram a mesma velocidade”, explica o contador. Os repasses para o setor vêm do Ministério da Saúde e só podem ser aplicados na destinação específica. “O TCU (Tribunal de Contas da União) está apurando o remanejamento de R$ 89 milhões na saúde. Desses, R$ 1.004.076 são do controle epidemiológico”, detalhou Santos.

Segundo o gestor do dinheiro da saúde, o orçamento prevê R$ 4.880.00 para “ações integradas” de vigilância em saúde. Questionado sobre há dinheiro para a compra de teste rápido para dengue, Ricardo garantiu a existência de receitas para isso. “Temos dinheiro para comprar, não vão faltar recursos para ações de vigilância. Inicialmente, compramos os testes pelo PDPAS, enquanto o processo emergencial e regular tramitarem.”

*Informações de Otávio Augusto do Correio Braziliense


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