sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

GDF anuncia processo de descentralização da saúde

A reestruturação da rede pública de saúde, publicada nesta sexta-feira (15), no Diário Oficial do Distrito Federal, marca o início do processo de descentralização da pasta na capital. O documento traz ainda, na Seção 2, a nomeação dos novos superintendentes, dos diretores administrativos, dos hospitais e de atenção primária. Os cargos cujos nomes não constam no informativo permanecem inalterados até que aconteça a nomeação completa da nova estrutura.

A partir de agora, as 15 coordenações gerais de saúde subordinadas à pasta – que incluem os centros de saúde, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), os Centros de Apoio Psicossociais (CAPs) e demais unidades assistenciais e administrativas – serão agrupadas em sete regiões de saúde (centro-sul, centro-norte, oeste, sudoeste, norte, leste e sul). Elas serão comandadas por um superintendente, que terá autonomia administrativo-financeira, de forma gradativa.

As mudanças mais substantivas na Saúde, no sentido da reestruturação, iniciaram ainda em novembro. As áreas de atenção primária e especializada foram reorganizadas, criando a Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde. As subpastas de Gestão Participativa e de Tecnologia da Informação passaram a funcionar, respectivamente, como assessoria ligada ao gabinete do secretário.

Diretora de desenvolvimento organizacional da Subsecretaria de Planejamento em Saúde, Márcia Brumm afirmou que a meta principal desse novo modelo é proporcionar um melhor atendimento ao cidadão do DF. "Nossa prioridade é modelar uma estrutura, com unidades matriciais e padronizadas, que sustenta os processos finalísticos".

Após assumir o cargo, todos passarão por capacitação para aprender a lidar com indicadores e metas. A fiscalização ficará por conta da gestão central da secretaria, que fará o acompanhamento de todas as superintendências. "Um colegiado de gestão da secretaria acompanhará quadrimestralmente o desempenho das regiões em conjunto com os colegiados, Conselho de Saúde do DF e conselhos regionais", destacou a subsecretária de Planejamento em Saúde, Leila Gottems.

Nesse processo, a secretaria continuará garantindo às regiões as condições necessárias para o desenvolvimento das atividades. Dessa forma, a pasta deve prover recursos humanos, materiais, infraestrutura física e tecnológica. O órgão deve ainda desenvolver estratégias de incentivos institucionais, monitorar e ser corresponsável pelos atos.​

Agência Brasília


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