segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

GDF suspende pão e reduz leite destinado a creches e ONGs

Nem os programas sociais do Governo do DF escaparam da tesoura do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Com o orçamento curto, a distribuição de pão, leite, queijo e iorgurte a creches e entidades filantrópicas que atuam na reabilitação de viciados e alcoólatras está comprometida. Alguns contratos se encerraram e não foram renovados. E não é só isso. Há dois meses não é feito o pagamento do benefício do DF sem Miséria (programa de combate à extrema pobreza) a 62 mil famílias carentes.

Os cortes têm obrigado as instituições a adotarem medidas alternativas para manter o funcionamento. Algumas reduziram o número de atendimentos. Outras estão sobrevivendo com doações da comunidade. E tem aquelas que podem fechar as portas a qualquer momento por falta da ajuda que recebem do governo.
Desde abril do ano passado, as 191 instituições atendidas pelo Programa de Provimento Alimentar Institucional (Provisan) não recebem o pão que era doado pelo GDF. Sabrina Saraiva, de 31 anos, responsável técnica da ONG Meio Ambiente e Tratamento das Adicções (MATA), afirma que a situação ficou mais complicada após o corte do benefício.
Segundo a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEDHS), o fornecimento de pão encontra-se suspenso em função da rescisão do contrato anterior. Em nota, a pasta completou que está reformulando um novo contrato para que o auxílio seja retomado.
Falta de pagamento

Os atrasos não atingem apenas o pão e o leite. Mais de 62 mil beneficiários do DF Sem Miséria – complemento do Bolsa Família no Distrito Federal – também têm sofrido com a falta de pagamento. São duas parcelas atrasadas, correspondentes aos meses de novembro e dezembro do ano passado.

A pasta afirma ainda que “por recomendação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Palácio do Buriti está fazendo a averiguação cadastral de 7.903 beneficiados pelo Bolsa Família”.
A nota diz ainda que, “paralelamente, a SEDHS, responsável pelos programas sociais do DF, também está fazendo a revisão de 21.148 beneficiados.”
*Com informações do portal Metrópoles
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