sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Obra em vizinho ‘expulsa’ mulher de 72 anos de casa em Ceilândia

Uma obra na QNN 17, na Ceilândia Norte, tem causado muitos problemas para os vizinhos. Um morador está construindo uma casa de cinco andares. Só que o piso de uma das residências ao lado, onde mora uma senhora de 72 anos, está cedendo. Além disso, as paredes estão rachando.  Pelo menos cinco casas tiveram paredes rachadas.

O caso chegou até o deputado distrital Chico Vigilante (PT). Ele esteve na última quarta-feira, 27, no local. Assim que tomou conhecimento da situação, o parlamentar ligou para a Defesa Civil. O órgão mandou uma equipe de engenheiros ao local e condenou a casa. Vigilante entrou em contato com a Bruna Pinheiro, presidenta da Agefis, que multou, interditou e apresentou um laudo para que o prédio seja demolido.
Em conversa com o Guardian DF, os vizinhos da idosa relatam que no dia em que foi interditado, a consternação se traduziu em lágrimas por todos da casa: são quatro pessoas. No dia seguinte, a família teve que procurar por aluguel.
A reportagem entrou em contato com a Administração da Ceilândia para ser se houve por parte dela alguma providência. Nada foi feito. “Eles não cumpriram o dever de casa”, critica Vigilante, referindo-se a omissão do órgão.

Às 16h49, a Administração regional da Ceilândia encaminhou uma resposta para a reportagem do Guardian. Segue na íntegra:
A Administração de Ceilândia ressalta que constantemente equipes identificam obras irregulares na cidade e aciona os órgãos responsáveis pela notificação e embargo das construções. Neste caso, a Agefis e Defesa Civil já estiveram no local, onde embargaram e notificaram o responsável pela obra, além de interditarem casas vizinhas que ficaram com a estrutura comprometida devido a construção irregular. 
A Administração esclarece que obra não apresentava alvará de construção, documento necessário para a realização de qualquer reforma ou construção na área residencial, onde são exigidos projeto de arquitetura , e a analise a adequação da construção à legislação urbanística e a interferência no meio urbano. Além disso, técnicos do GDF exigem a aprovação de estudos de impacto de vizinhança e verificam se a edificação está de acordo com o Código de Obras e Edificações do DF. Se não houver objeções, o governo libera o alvará de construção.   
A Agefis esteve no local ontem (28) para embargar e intimar a obra a demolir. Caso seja descumprido o embargo do local, a Agência aplicará multas. Naquela região, só é permitido edificações de dois pavimentos. A denúncia partiu de denúncia feita ao Gabinete da Direção Geral.

Por Elton Santos / Jornal Guardian DF 
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