terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Avó do bebê que nasceu morto após atendimento no HRC pede ajuda para enterrar neto

Depois de percorrer o corredor do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) com o neto morto no colo à procura de uma explicação, Edna Maria Farias de Brito, 36 anos, agora anda pela cidade de Águas Lindas, em Goiás, batendo de comércio em comércio, pedindo ajuda para poder enterrar o bebê que nasceu morto. Segundo a mulher, a família não tem recursos para pagar o translado do corpo da criança, que custa R$ 180.


A história dela comoveu milhares de brasilienses e causou muita indignação. Na madrugada de domingo (31/1), Edna levou a filha de 20 anos, Lueny Krizânia Farias de Brito ao hospital. A jovem estava grávida de cinco meses e sentia muitas dores.
A gestante foi atendida e liberada em seguida. Uma hora depois, sofreu um aborto e a criança, de acordo com a avó, nasceu morta. Desesperada, a mulher retornou ao HRC com o bebê no colo. Um vídeo foi feito por uma pessoa que acompanhava uma paciente e repercutiu nas redes sociais.
Sem conter o choro, a avó reafirma que a filha foi atendida rapidamente no HRC. “A médica diz que escutou o coração do bebê, mas é mentira”, garante. Em entrevista no próprio domingo, a diretora do hospital, Talita Lemos Andrade, afirmou que a ginecologista que atendeu Lueny ouviu os batimentos da criança. Porém, um laudo preliminar revelou que o feto estava morto 24 horas antes de ser abortado pela mãe.
A Secretaria de Saúde abriu uma sindicândia para apurar o que ocorreu e a Polícia Civil também vai investigar a morte do bebê.
Serviço:
Quem quiser ajudar Edna pode ligar para o telefone 9297-8564
*Informações portal Metrópoles
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