sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Sindicato questiona tratamento dos policiais civis no Fórum de Ceilândia

No último dia 12, o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) se reuniu com a direção do Fórum Desembargador José Manoel Coelho, de Ceilândia. O objetivo do encontro foi discutir as dificuldades de acesso ao local – uma situação que tem sido, reiteradamente, relatada pela categoria.
Durante a reunião, o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco, o Gaúcho, explicou que, sem distinção de cargo ou mesmo da missão que têm a desenvolver no local, muitos policiais civis têm encontrado problemas no momento de entrada no prédio.

Além de obrigados a acautelar suas armas, entregar suas algemas e carregadores, esses profissionais chegam a ter que passar pelo detector de metais e, por vezes, são revistados. Para o sindicato, no entanto, esse tratamento é injusto e inadequado.
Todos os dias, em razão das investigações e prisões realizadas pelos policiais civis, eles se dirigem aos fóruns a fim de prestar depoimentos em processos criminais, além de levarem e buscaram processos e inquéritos nos cartórios judiciais.
PRERROGATIVA
Gaúcho destacou a incoerência quanto às restrições para policiais civis – ressaltando que eles são servidores da segurança pública treinados e capacitados para agir na defesa da paz e ordem social. E lembrou, por outro lado, que os policiais militares, os seguranças judiciais e a escolta judicial têm o porte garantido nas dependências do fórum.
O presidente do Sinpol-DF pontuou ainda que não há relatos de qualquer policial civil que tenha feito mau uso da sua prerrogativa funcional no interior de qualquer prédio do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
O juiz João Paulo das Neves, diretor do Fórum de Ceilândia, comprometeu-se a levar a situação para os demais magistrados que compõe a estrutura do fórum, a fim de identificar se algum deles possui qualquer motivo que justifique a continuidade da restrição de acesso. A partir daí será dada uma resposta formal ao sindicato.
Entretanto, segundo o juiz de direito, essas medidas têm sido tomadas em concordância com a normatização estabelecida pelo TJDFT. Por esse motivo, o Sinpol-DF enviou também um ofício para a Direção Geral (DG) da Polícia Civil do DF (PCDF).
No documento, o sindicato coloca esses profissionais estão prestando a atividade de Polícia Judiciária, e, logo, não devem receber um tratamento inadequado do Poder Judiciário. Por isso solicita que a PCDF intervenha na situação, defendendo à prerrogativa que seus servidores têm de portar arma de fogo.
*Informações Sinpol-DF
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