terça-feira, 1 de março de 2016

Ano letivo começa com paralisação marcada

O ano letivo começou com uma herança de problemas do ano passado. As escolas da rede pública de ensino do DF reabriram as portas ontem com um déficit de profissionais e promessa de paralisação dos professores no próximo dia 17, segundo o sindicato da categoria. Enquanto isso, resta aos pais e aos alunos apenas acompanhar  as cenas dos próximos capítulos. Hoje, a rede conta com 661 escolas e cerca de 470 mil estudantes.

A preocupação das famílias não é à toa. Em 2015, o cronograma ficou prejudicado por causa da greve e as aulas tiveram de ser repostas até janeiro deste ano. As reivindicações da categoria são as mesmas do ano anterior. 

Segundo o diretor do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro) Samuel Fernandes, a falta de estrutura dentro das unidades, a campanha salarial e a avaliação do cumprimento do acordo que pôs fim à greve estão entre os pontos  a serem discutidos na assembleia. "A paralisação  não é um indicativo de greve, mas vamos lutar pelos nossos direitos e pela melhoria do ensino no DF", afirmou. 

Fernandes lamentou o cenário atual. De acordo com ele, no ano passado, 860 profissionais se aposentaram e apenas 171 tomaram posse. Em 2016, a previsão é de que pelo menos  mil professores encerrem a carreira. O problema é que, até agora, foram nomeados  somente  159. "O déficit é grande e, para completar, o número de alunos é crescente. Hoje (ontem) mesmo, soube de muitos que voltaram para casa por causa da falta de professor. O GDF não se preparou para a volta às aulas", ressaltou.

*Informações do jornal de Brasília


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