terça-feira, 29 de março de 2016

Estudante se queixa de discriminação em atendimento no Hospital Regional de Taguatinga e HRAN

“Veado”, “drogado” e “louco”. Estes foram apenas alguns dos insultos que o estudante Kennedy Vidal, 23 anos, escutou em um atendimento no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) prestado na noite da última quarta-feira (23). Mas essa não foi a única vez. Tudo começou no dia 17 após uma manifestação popular na Esplanada. Kennedy passou mal ao inalar uma bomba de gás lacrimogênio. Após esperar mais de uma hora pelo Samu, o estudante foi encaminhado ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), onde tudo começou.

O estudante de arquitetura e urbanismo estava inconsciente. Os seus pais ao chegarem no hospital buscando pelo filho ouviram dos funcionários: “O drogadinho barbudo de piercing?”.Na última quarta-feira (23), Kennedy teve uma nova crise convulsiva, após sentir fortes dores de cabeça, enquanto estava em uma reunião de formatura na Universidade Católica, em Taguatinga. Depois de esperar novamente mais de uma hora pelo socorro do Samu, Vidal foi levado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) onde, na triagem, recebeu uma pulseira amarela, que significa “urgente - o paciente deverá aguardar, em média, 60 minutos”. Enquanto aguardava atendimento, o estudante teve outra crise convulsiva, e ainda assim não foi socorrido. Após a amiga que acompanhava Kennedy insistir, o estudante foi colocado em uma maca e medicado. E a acompanhante foi expulsa do local.
Ao perceber a ausência da amiga, Kennedy levantou da maca e foi procurá-la. Logo um funcionário o empurrou e mandou ficar quieto. Vidal insistiu para chamarem a amiga e o funcionário apertou seu braço e disse que iria amarrá-lo. Um médico que viu a situação disse: “Deixe esse drogado, temos mais o que fazer”. Ao sair do Hospital, Kennedy foi à procura da amiga para filmar a situação e, de acordo com ele, quatro seguranças o agarraram e começaram a empurrá-lo. Um funcionário o insultou e disse: “Vá na Delegacia da Mulher fazer a denúncia, seu drogadinho”, conta. 
Após o constrangimento, Kennedy foi em três delegacias (no Riacho Fundo I, Taguatinga e Núcleo Bandeirante) tentar fazer o Boletim de Ocorrência. Alega que, em uma delegacia só havia um funcionário trabalhando, na outra só atendia em caso de emergência e na terceira pediram nomes dos envolvidos para registrar o B.O. 
Em nota, a Secretaria de Saúde informa que o paciente foi atendido e medicado e que não há registro sobre mau atendimento. Reclamações sobre a conduta de servidores devem ser formalizadas na Ouvidoria, pelo 160, ou na corregedoria, para apuração. 
*Informações Stephanny Guilande do jornal Alô
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