quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ceilândia comemora os 56 anos de Brasília com homenagem a pioneiros que ajudaram a construir a capital

Em comemoração ao 56º aniversário de Brasília, o museu comunitário Casa Memória Viva de Ceilândia, em parceria com a Vice-Governadoria e a Administração Regional, realizará um encontro cultural com diversas atividades gratuitas para a comunidade. O evento contará com apresentações de violeiros, sanfoneiros e trios de forró. Na ocasião, dona Brasília Maria Costa Góes, moradora há 39 anos de Ceilândia, que foi a primeira pessoa nascida no dia da inauguração da nova capital, será homenageada. A confraternização será nesta quinta-feira (21), na QNN 40, Conjunto J, Casa 03, Via P1, Entrada do P Sul, das 8h às 12h.

Durante o evento, também será realizada, pela Administração Regional, a rua do lazer com atividades para a criançada, como brinquedos infláveis, pintura de rosto, cama elástica, totó, pingue-pongue, além do corte de bolo em homenagem ao aniversário de Brasília. Serão realizados, ainda, o lançamento e a distribuição gratuita do livro digital “A Ceilândia hoje, uma cidade feita de cidades”, que contará com a presença de 21 candangos construtores da capital e pioneiros de Ceilândia. Por fim, o forró pé-de-serra vai embalar a festança.

Para dona Brasília, como é conhecida pela comunidade ceilandense, o evento já entrou para o calendário das festividades de Ceilândia. Afilhada do presidente Juscelino Kubitschek, ela relembra com orgulho e carinho os momentos vividos com JK. “Sou parte da história viva desta capital. O presidente Juscelino me deu o nome de Brasília, e me carregou nos seus braços. Minha mãe sempre disse que eu era a concretização e um sonho realizado, eu vivia correndo pelo Catetinho”, diz, emocionada, dona Brasília.

O vice-governador, Renato Santana, que é morador de Ceilândia, comenta que a iniciativa do evento é resgatar os pioneiros que ajudaram a construir a capital do Brasil, mas, sobretudo, ajudar no resgate dessas memórias. “Sou filho de Ceilândia, sei que esta cidade tem seus valores escondidos. Temos aqui uma diversidade de histórias, de pioneiros e candangos que ajudaram a erguer a capital do país", ressalta o vice-governador. 

Memória Viva
Os moradores da maior região administrativa do DF têm seu próprio museu chamado, Museu da Memória Viva de Ceilândia, localizado na QNN 40, Conjunto J, Casa 03, Via P1, Entrada do P Sul. Manoel Jevan, fundador e coordenador do espaço, explica que alguns dias do ano sua casa se transforma em um verdadeiro ponto de encontro de várias gerações da cidade. “ O nosso museu é bem especial, durante o ano ele é minha casa, e uma vez por mês vira o Museu da Memória Viva de Ceilândia", explica. Jevan, que é também professor e historiador da região.

Jevan comenta que tudo começou quando ele se tornou professor de história em 1993, em Ceilândia. Morador da região desde 1977, o historiador viu a necessidade de resgatar a memória da fundação da região administrativa. "Foi em 1993, comecei a trabalhar com meus alunos, pedindo que eles entrevistassem seus avós sobre Ceilândia, e descobri grandes histórias”, diz orgulhoso.

O museu abriga a história de personagens fundadores da cidade, inclusive de um dos principais líderes da organização de Ceilândia, o poeta Gonçalo Gonçalves, conhecido como Poeta Gongon, que era presidente da associação de moradores das invasões que originaram a maior região administrativa do DF.

Serviço:
Homenagem a pioneiros de Ceilândia que ajudaram a construir a capital
Data: 21 de abril
Horario: 8h às 12h
Local: museu comunitário Casa Memória Viva de Ceilândia, na QNN 40, Conjunto J, Casa 03, Via P1, Entrada do P Sul.

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