sexta-feira, 6 de maio de 2016

Após derrubada de mercado, comerciantes de Ceilândia reclamam de prejuízo e tráfico de drogas

Sete meses após a  Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) concluir a derrubada de parte do Supermercado Tatico que ocupava área pública em Ceilândia, comerciantes e moradores reclamam da queda do movimento na área comercial e do crescimento da criminalidade na área. 
Além de ser um dos principais pontos de referência da cidade, o supermercado era frequentado por moradores de outras regiões do DF e do Entorno. Há 16 anos no local, a comerciante Elaine Oliveira revela que nunca viveu um momento tão ruim como o atual. “O Tatico faz muita falta. As vendas caíram muito. Inclusive, alguns comerciantes já entregaram as lojas e foram embora”, lamenta.

A proprietária do armarinho também denuncia que a estrutura que permaneceu em pé virou ponto de tráfico de drogas. “Não faltam usuários por aqui. Se você perguntar aos moradores dos condomínios que moram aqui ao redor, eles vão confirmar que viraram refém da violência. Eu mesmo passei a fechar meu armarinho às 18h, antes ele funcionava até às 20h30”, reclama.
Um funcionário de uma farmácia que funciona ao lado do armarinho confirmou à equipe do Alô Brasília que o proprietário vai entregar uma das duas lojas que ocupa no local. A reportagem constatou que ao menos três estabelecimentos fecharam as portas desde o encerramento do supermercado.
Procurada, a Administração de Ceilândia informou que parte da área é privada e que a parte pública pertence a Terracap e que só ela pode dar alguma destinação ao terreno. A Companhia foi procurada, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem. Os proprietários do supermercado não foram encontrados para comentar o assunto.
Histórico – O espaço foi invadido há 28 anos pelos proprietários do estabelecimento, que devem ao Estado R$ 242 mil em multas aplicadas desde 2004 pela Agefis. A primeira decisão judicial para a desativação do supermercado ocorreu em 1998, mas os empresários entraram com recursos e conseguiram uma liminar que autorizava a permanência no local. 
Em junho do ano passado, a liminar foi cassada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e em setembro o supermercado foi fechado. Na época, a previsão do governo era de construir no local uma praça para a comunidade.
* Philipe Santos do Portal Alô
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