terça-feira, 17 de maio de 2016

Associação de Catadores de Ceilândia assina contrato para coleta seletiva

A Associação de Catadores de Materiais Recicláveis Recicle a Vida, de Ceilândia, assinou nesta segunda-feira contrato com o  Serviço de Limpeza Urbana (SLU) para coleta seletiva em Samambaia. Outras três o organizações de catadores de materiais recicláveis também foram contratadas pelo SLU para retomar a coleta seletiva na Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Santa Maria. O prazo de vigência do contrato é de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período, não ultrapassando 60 meses.
A solenidade de assinatura dos contratos aconteceu nesta segunda-feira (16), na associação Recicle a Vida, em Ceilândia, com a presença do governador Rodrigo Rollemberg, do Administrador de Ceilândia, Vilson de Oliveira,  da deputada Luzia de Paula (PSB), da colaboradora do Governo de Brasília, Márcia Rollemberg, do presidente da Novacap, Júlio Menegotto, dentre outras autoridades.
O objetivo é  incentivar a contratação de serviços de coleta seletiva e integrar outras políticas que promovam a inclusão produtiva dos trabalhadores. A intenção do  governo é que toda a coleta de lixo do DF seja feita por cooperativas de catadores.
Os trabalhos
Ao todo, serão abertos 24 postos de trabalho diretos e aproximadamente 185 indiretos. Entre domicílios e comércios, a coleta seletiva vai atender mais de 144 mil habitantes. Em Samambaia, onde Recicle a Vida irá atuar,  a coleta seletiva será oferecida  a 15% dos moradores. Serão atendidos ainda 90% da Candangolândia e do Núcleo Bandeirante juntos, 60% de Brazlândia, 30% de Santa Maria e 15% de Samambaia.
Para o Administrador de Ceilândia, Vilson de Oliveira, a assinatura dos contratos significa um desenvolvimento para  o DF. “Precisamos do trabalho dessas associações na organização da coleta seletiva de nossa cidade”, frisa.
Emocionado, o  Diretor Presidente da Recicle a Vida,  Cleusimar Alves, contou sua história e disse que a reciclagem foi a única oportunidade que teve após ficar um ano e oito meses preso por sequestro. “Hoje está valendo à pena. Esse contrato representa a vitória de uma luta de muitos anos. Esse dia vai ficar gravado na história dos catadores do DF”, frisa.
A diretora do SLU, Kátia Campos, explicou que gradativamente serão incorporadas novas regiões, levando-se em consideração a caracterização dos resíduos e a renda da população e a disponibilidade de recursos pelo governo. “Nosso governo está do lado dos catadores, vamos nos esforçar para ampliar nossas parcerias”.
A Lei
A contratação por dispensa de licitação de cooperativas e associações de catadores para a coleta e o processamento de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis, desde que atendam a regras da legislação vigente é permitida pela  Lei Federal nº 11.445, de janeiro de 2007.
Nas cinco localidades, vinte e quatro trabalhadores das associações contratadas executarão o trabalho. O custo estimado para cada um dos quatro contratos é de R$ 383.183,52 anualmente, equivalendo a R$ 31.931,96 por mês.
*Informações Agência Brasília
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