terça-feira, 24 de maio de 2016

Hospital Regional de Ceilândia cria cartilha para orientar pais de crianças com diabetes

Ka era uma garotinha que não entendia porque acabou internada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Não compreendia porque não ia poder mais comer nada que tivesse açúcar. Ela não sabia o que era essa tal diabetes que a partir de então teria de conviver. E por mais que os médicos tentassem explicar para ela e para a mãe, não adiantava.

Estava lançado, então, um desafio para a equipe multiprofissional da pediatria do HRC: como fazer com que Ka aceitasse o tratamento? "Foi então que sentamos com os residentes e internos da Universidade de Brasília e construímos uma cartilha da criança com diabetes, para mostrar, de forma lúdica, o que é essa doença e como trata-la", conta a supervisora de enfermagem do setor e uma das criadoras do livreto, Arlete Hosana.

Em setembro do ano passado o grupo de profissionais fez o conteúdo, criou uma personagem com o mesmo nome da garotinha internada no HRC e a metodologia já foi aplicada em quatro crianças que já passaram pela internação da unidade desde então.

"A criança e a família chegam aqui sem entender o porquê dos sintomas devido a insulina estar muito alta. Com a explicação por meio da cartilha, eles passam a entender. Nunca mais nenhuma delas precisou ser internada e fazem acompanhamento ambulatorial", explica a enfermeira.

PILOTO – O projeto criado no Hospital Regional de Ceilândia será apresentado, até julho, nos comitês de ética da Universidade de Brasília e da Secretaria de Saúde. " A ideia é que todas as pediatrias da rede pública de saúde possam adotar essa cartilha como forma de orientar os pais e preparar as crianças para que elas se ajudem no tratamento", explica Arlete Hosana.

Segundo a estudante de enfermagem Mariana Mendes, uma das criadoras da cartilha, o material passará por uma avaliação focal com outras crianças e poderá, inclusive, sofrer alterações de forma a melhorar a didática.


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