quarta-feira, 8 de junho de 2016

Hospital Regional de Ceilândia precisa de socorro imediato

Com uma média de 600 partos mensais, o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) é palco de um drama diuturno, marcado pela falta de neonatologistas e pediatras em número adequado; falta de espaço físico; de mobiliário e equipamentos; insumos e medicamentos. O déficit na escala médica é de 140 horas semanais, na de enfermagem chega a 200 horas e 440 horas na fisioterapia.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, esteve na manhã da segunda-feira, 06, naquela unidade de saúde para tratar desse e de outros problemas que têm sido informados ao sindicato. Segundo a diretora do HRC, Talita Lemos Andrade, algumas medidas estão sendo tomadas, inclusive contratos de manutenção de equipamentos estão sendo refeitos. Mas, ela reconhece a dificuldade e o sofrimento de pacientes e profissionais.
A equipe conta com 24 profissionais para atender UTI Neonatal, Unidade de Cuidados Intermediários e Centro Obstétrico. O HRC realiza partos de alto risco que não raras vezes ocorrem sem a presença de um neonatologista.
No atendimento ginecológico e obstétrico as dificuldades também são grandes. O déficit na escala ultrapassa 470 horas de trabalho médico para cobrir emergência, ambulatório e sala de parto. Em um consultório, a maca para exames era coberta, de forma improvisada, por duas camisolas descartáveis, pois faltam lençóis.
A emergência do hospital continua operando de forma caótica, com excesso de pacientes e poucos profissionais. Na falta de acolhimento adequado, ambulâncias do Corpo de Bombeiros simplesmente deixam pacientes menos graves no hospital, sem passar os casos aos plantonistas.

Pacientes são atendidos nos corredores
Homens e mulheres são colocados em macas pelos corredores, sem conforto e sem privacidade.
Encontrar um casal, paciente e acompanhante, ocupando o mesmo leito é comum, pois falta mobiliário e até mesmo espaço para uma cadeira ao lado dessa macas.
A ortopedia tem uma fila de mais de 400 pacientes aguardando cirurgia. De 82 internados, 62 estavam em pré-operatório. São feitas 35 cirurgias por semana.
A classificação de risco no hospital é falha. Com a sala amarela cheia, quatro aguardavam fora para poder entrar. A lotação ali é de seis leitos, mas chegam a ficar oito.
“As condições de trabalho e de assistência no HRC necessitam de atenção imediata. Não está só nas mãos do secretário de Saúde. O governador tem que assumir sua responsabilidade e tornar a Saúde uma prioridade”, aponta o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.
*Informações Sindmedico






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