quinta-feira, 30 de junho de 2016

Rumo à Turquia, estudante do CEM 02 de Ceilândia vai participar dos Jogos Mundias Escolares

O sucesso do futuro depende de vários fatores e, com certeza, a educação está na base. Para ser atleta, também é preciso debruçar sobre os livros. Raquel de Carvalho Xavier conhece bem a fórmula . Aos 16 anos, a estudante da rede pública se esforça para conciliar os estudos com a rotina de treinos. E os resultados desse já apareceram. No próximo dia 10, a jovem embarca para a Turquia, onde vai participar dos Jogos Mundiais Escolares – a Gymnasíade -, como única representante do Brasil na disputa dos 2 mil metros com obstáculos.
Apesar da pouca idade, Raquel já tem discurso de atleta profissional. Ela sabe da responsabilidade de representar o país em uma competição internacional, mas garante não estar nervosa, já que isso atrapalharia seu rendimento. “É muita responsabilidade mesmo, até porque, trata-se da realização de um sonho. Mas estamos treinando, com foco. Vai dar tudo certo. Estou confiante que conseguiremos um resultado muito bom. Melhorar a marca e, quem sabe, até pegar uma medalha”, diz.
A fala segura deixa claro que a estudante tem experiência, ou como ela mesmo diz: “tem uma bagagem”. Esta será a segunda competição a nível mundial de Raquel, que participou ainda de um campeonato sul-americano na Colômbia. Pelo Brasil, já foram muitas viagens. Para garantir a vaga na Gymnasíade, por exemplo, a jovem venceu uma seletiva nacional disputada em Belo Horizonte. Raquel ainda conta que está encantada com a possibilidade de “conhecer pessoas novas e lugares diferentes” enquanto treina e “realiza sonhos”. “É como unir o útil ao agradável”, define.
Inspiração
A paixão pelo atletismo surgiu aos cinco anos de idade, por influência do pai atleta. Mas o sentimento ficou ainda mais forte em 2013, quando Brasília foi sede da Gymnasíade. “Eu assisti alguns colegas competindo e isso me inspirou bastante. O evento é realizado a cada quatro anos, mas, por algum motivo, eles anteciparam o de 2017. Fiquei muito feliz, porque, se acontecesse só no ano que vem, já não poderia mais participar (por ter mais de 17 anos)”, comemora.
Além dos colegas, Raquel, matriculada no 2º ano do ensino médio, no CEM 2 de Ceilândia, busca inspiração em outros atletas que treinaram na cidade, a exemplo de Joaquim Cruz, Marilson Gomes, Cruz Nonata e Valdenor dos Santos. “A gente fica pensando: ‘poxa, se eles conseguiram, eu também posso’. Isso estimula e dá esperança de que é possível, sim, uma pessoa sair daqui e fazer nome no Brasil, conseguir fazer uma história, chegar a ser o melhor atleta”, afirma.
Outra fonte de motivação serão as Olimpíadas deste ano – pela primeira vez na América do Sul. Raquel, aliás, foi listada como atleta reserva da Seleção Brasileira para os Jogos. No entanto, ela explica que, desta vez, deve ficar apenas na torcida, enquanto se prepara para o real objetivo: os Jogos de Tóquio, em 2020. Mas, se por acaso, algum atleta titular não puder comparecer ao Rio, ela garante que está disponível. “Opa, aí é minha oportunidade”, brinca aos risos.

Sem esforço, sem ganhos
Para o futuro, mesmo que consiga uma carreira consagrada no esporte, Raquel não pretende parar de estudar. O desejo da jovem é se graduarem Educação Física e em Psicologia, como uma “realização pessoal”. “Por mais que seja difícil, a gente tem que buscar um equilíbrio entre os estudos e o atletismo”, justifica.
Antes disso, a jovem, acostumada a lidar com obstáculos, quer usar a Gymnasíade como impulso para chegar ainda mais longe. “Não são todos que conseguem ter essa oportunidade. Então, espero aproveitarbastante e acho que ela vai mudar muita coisa, porque nós, jovens, precisamos de um apoio. E isso é um incentivo pra que a gente treinemais e tenha confiança para chegar a patamares mais altos. Devemospassar por essas fases para alcançar o ápice, que é e onde queremos estar”, finaliza.
Edição: Nathália Borgo/Ascom SEEDF
Fotos: Tiago Oliveira/Ascom SEEDF
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