quinta-feira, 14 de julho de 2016

Postos comunitários da PM em Ceilândia serão usados por movimentos sociais

Vinte e cinco postos comunitários da Polícia Militar atualmente desativados serão reabertos com serviços à população até o fim do ano que vem. A novidade, anunciada na tarde desta quinta-feira (14) em mais um encontro de representantes da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social com movimentos sociais, começará pelo posto do Sol Nascente, em Ceilândia, com previsão de início até outubro deste ano.

Outras três regiões servirão de piloto para a iniciativa ainda em 2016 — Estrutural, Itapoã e Santa Maria. “Transformaremos esses lugares em centros da paz, em locais públicos de cidadania focados na juventude”, resumiu a secretária da Segurança Pública, Márcia de Alencar Araújo, durante o encontro no mezanino da Torre de TV.

De acordo com a PM, os locais estavam fechados porque a corporação precisou priorizar o policiamento móvel, que garante segurança em uma área maior. Os postos próximos a escolas e comércios, no entanto, continuam funcionando normalmente.

As atividades oferecidas nos postos serão definidas por meio de edital, a ser elaborado pela secretaria. A gestão dos locais ficará a cargo da Subsecretaria de Segurança Cidadã e de representantes de movimentos sociais. Os espaços ainda terão serviços públicos específicos de cada região.

“Em vários encontros que tivemos com moradores, ficou claro que eles querem a reativação dos postos. A comunidade sente a necessidade de dar outra destinação para esses locais e quer participar do processo”, explicou a secretária. Segundo ela, a maior demanda é pela oferta de atividades culturais e educativas. O investimento em cada posto será de R$ 250 mil, que incluirá revitalização do espaço e segurança patrimonial.

Comitê da Polícia Militar estuda destinação de outros postos

Foi criado neste ano um comitê para discutir a destinação dos demais postos comunitários da PM que estão desativados. Somados aos 25 que serão reabertos até 2017, são cerca de 130 locais espalhados pelo DF, segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira.
Esse é o segundo encontro da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social com movimentos sociais neste ano. O primeiro foi em 9 de junho, também no mezanino da Torre de TV. Ainda devem ocorrer quatro reuniões até dezembro, provavelmente em outras regiões administrativas.

Criado grupo de trabalho para discutir direitos de travestis e transexuais

Durante o encontro, a secretária assinou portaria criando um grupo de trabalho para debater direitos de travestis e transexuais. O texto será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal e dará o prazo de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, para que o colegiado liste ações e recomendações voltadas a este público, como a autorização para usar o nome social na secretaria e nas forças de segurança e a forma de abordagem a essas mulheres.

*Informações da Agência Brasília
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