segunda-feira, 11 de julho de 2016

Sem salários, greve continua com maior adesão na limpeza dos hospitais e escolas publicas do DF

O Sindiserviços-DF afirmou que as empresas Juiz de Fora, Apecê, Servegel e Ipanema, contratadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), ainda não haviam creditado o pagamento de junho de cerca de 2.500 trabalhadores terceirizados na limpeza e conservação de hospitais, postos de saúde e escolas públicas do Distrito Federal (DF), até o final da tarde desta segunda-feira 11.

Nos hospitais públicos de Taguatinga, Samambaia, Brazlândia, Ceilândia e o Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), a maioria dos trabalhadores estão em greve e, segundo os dirigentes do Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no DF, só normalizarão os serviços após receberem o salário do mês de junho, atrasado desde o ultimo dia 7 de julho (5º dia útil do mês).

Antonio de Pádua Lemos, diretor de Imprensa e Comunicação do Sindiserviços-DF, disse que se os trabalhadores não receberem urgentemente seus salários, a tendência será a de ampliação do movimento grevista com a adesão de mais trabalhadores da rede hospitalar e das escolas públicas.

Pádua também destaca a completa falta de fiscalização do GDF com seus contratados, que constantemente atrasam os vencimentos e que não estão também aplicando o reajuste salarial de 10,5%, o novo valor do tíquete alimentação que é de R$ 27,50 e não concedem o plano de saúde dos trabalhadores, conquistados em janeiro deste ano durante a Data-Base da Categoria.  

Humilhante local de alimentação e higiene pessoal

Os auxiliares de serviços gerais em alguns hospitais e escolas publicas não estão sendo somente massacrados pelos constantes atrasos nos seus vencimentos e desrespeitados nos seus direitos trabalhistas.

Eles também são obrigados a terem que utilizar locais extremamente inadequados e com sérios riscos de desabamento, incêndio e humilhantes para suas alimentações diárias e higiene pessoal.
É o que explica a diretora do Sindiserviços-DF e da Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasília, Selene Siman.  

Presente no piquete do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), ela denuncia às péssimas e deploráveis condições de humilhação em que estão sendo submetidos cerca de 96 trabalhadores dos três turnos do HRC da empresa Ipanema, que são obrigados a se alimentar num minúsculo refeitório, fazer a higiene a pessoal e trocar de roupa num improvisado barraco nos fundos daquele hospital de Ceilândia.

Para os trabalhadores e trabalhadoras, na limpeza do HRC há mais de 25 anos e com a idade acima dos 55 anos, a obra para a construção de um refeitório descente com vestiários e banheiros, está abandonada na entrada de serviço daquele hospital.

Além da precariedade do local, também denunciam a presença constante de ratos e a verídica possibilidade de curto circuito e que certamente poderá incendiar o barraco, que está com os tapumes apodrecidos.
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