segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Parada LGBT de Ceilândia pede o fim do preconceito


[Jornal de Brasília] Pelo oitavo ano, a bandeira com as cores do arco-íris passeou por Ceilândia na Parada do Orgulho LGBT. Com o tema “Por um Brasil que Criminalize a Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais”, o evento recebeu 2,5 mil pessoas – segundo a PM. Apesar da alegria que marca a festa, os participantes ainda pedem respeito e lutam por uma vida com menos preconceito e mais liberdade.

Muitos militantes foram acompanhados de familiares. A dona de casa Célia Reis foi com o primo, Damon Burmester. Ela garante que todos em casa o acolhem e apoiam a luta de direitos LGBTs.

Para Célia, os preconceituosos devem se colocar no lugar dos homossexuais e de seus familiares para saber como isso os faz sofrer. O cabeleireiro Damon Burmester agradece o apoio.

A servidora pública aposentada Sonia Martins é mãe de uma garota lésbica e virou militante da causa. Ela participa de uma associação chamada Mães pela Diversidade, presente em 14 estados e que busca dar apoio aos homossexuais e suas famílias. Para ela, há dois motivos principais para a parada sempre ocorrer: “Primeiro, o LGBT tem a possibilidade de ser o que é sem ser discriminado por ninguém. Segundo, para falar das questões que afligem o movimento”.

O organizador da parada, Allysson Prata, afirma que o tema foi escolhido para cobrar a regulamentação da Lei 2.615/2000. Assinado pelo governador Rollemberg, quando era distrital, o texto prevê punições para crimes em razão de orientação sexual. De acordo com o governo, ainda não há uma data para a regulamentação.

João Paulo Mariano / Jornal de Brasília
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