domingo, 25 de setembro de 2016

Câmera de segurança registra assalto dentro de escola em Ceilândia


[Portal G1] A violência em uma escola de Ceilândia tem assustado pais e alunos que moram e estudam na região do Distrito Federal. Segundo moradores da região, os assaltos acontecem com frequência nas proximidades do colégio e, na última quarta-feira (21), passaram a ocorrer dentro das dependências do Centro de Ensino Fundamental 18. A escola ficou seis anos sem porteiro em nenhum turno e, agora, só tem funcionário no cargo para o turno da manhã.

  Imagens da câmera de segurança do colégio registraram o momento em que um ex-aluno, sob a "supervisão" de outro adolescente, rouba o celular das mãos de um estudante de 11 anos. O crime ocorreu por volta de 13h da última quarta-feira (21).

O rapaz que roubou o aparelho e o adolescente que o acompanhou são ex-alunos da escola que, segundo a direção, foram expulsos por indisciplina. No entanto, continuam frequentando o ambiente interno da escola.

O roubo ocorreu no momento de saída dos alunos, quando muitos ainda ficam conversando no pátio da escola. Uma jovem que estuda no colégio, e preferiu não ser identificada, contou que assaltantes dizem estar armados para ameaçar os alunos.

“Eu estava saindo da escola, um pouquinho mais cedo e estava com amigas minhas. Eles chegaram e disseram ‘passa o celular que eu estou armado’. Eu fui lá e entreguei, fiquei até sem reação porque aqui está tendo muito assalto.”

A dona de casa Emilia Aparecida Magalhães, mãe de um dos alunos da instituição, afirma que passou a acompanhar o filho na ida e na volta das aulas.

"Eu não confio, né? Se ele vindo comigo, acelerou um pouco na minha frente, virou a esquina, saiu da minha frente e quando eu virei, ele estava sendo assaltado. Eu falei: ‘você aprenda, ande do meu lado'".

O diretor do CEF 18, George de Castro, afirmou que a escola passou seis anos sem porteiro, desde que o último se aposentou, até que, em 2016, um funcionário passou a trabalhar apenas no turno da manhã – à tarde, ninguém ocupa o posto. O diretor defende que haja a presença de policiamento dentro da escola.

“O ideal é que [a polícia] ficasse na escola, fixo. Esse seria o ideal: que a gente tivesse o batalhão [escolar] fixo na escola. Infelizmente, isso não acontece”, disse. O Batalhão Escolar afirma que faz rondas diárias na escola.

A Secretaria de Educação afirmou que a Regional de Ensino de Ceilândia está trabalhando para conseguir um segundo porteiro para a escola. A previsão é de que o funcionário comece a trabalhar na próxima semana, segundo a pasta.
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