segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Ceilândia recebe prêmio de Melhor direção do 2º Festival de Curtas


[Agência Brasília] O 2º Festival de Filmes Curta-metragem das Escolas Públicas de Brasília conhece alguns vencedores. Na manhã desta sexta-feira (23), o Cine Brasília foi palco da cerimônia de premiação dos filmes produzidos por estudantes do ensino fundamental.
A película “Salve a  água, salve a vida, salve o mundo” – produzida por estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 do Cruzeiro – faturou dois prêmios: Melhor Abordagem do Tema e Melhor Ator, para Daniel Pamplona. “Projeto água: a invasão” – do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 04 do Gama – foi outro que levou dois troféus: Melhor Montagem e Melhor Ator, para Eberth Gleisson (houve um empate nesta categoria). Ana Paula da Silva, do Centro de Ensino Fundamental (CEF)   209 de Santa Maria, foi eleita a Melhor Atriz por seu trabalho em “Bem me quer, mal me quer”. Para a mesma escola saiu o prêmio de Melhor Fotografia, por “Ego ou eco”. Melhor Roteiro foi para “Tem gente aí” – do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 04 do Gama – e Melhor Direção para “Pés no chão”, do Centro Educacional (CED) 14 de Ceilândia. O principal troféu da competição, de Melhor Filme, ficou com “Experiência Terra”, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 do Riacho Fundo.
Responsáveis pelo roteiro, direção e edição do “Projeto água…”, Victor Magalhães e Léo Júnio definiram a experiência de participar do festival como “muito gratificante”. De acordo com eles, a inspiração para o filme – que mostra um futuro onde as pessoas precisam cometer crimes para conseguir água – veio do texto “Carta do ano 2070”. “É muito importante preservar. Já dá para ver que a água está acabando. Agora mesmo, estamos com um problema de racionamento no DF”, alertou Victor. O grupo manifestou ainda o desejo de continuar trabalhando com cinema. “A gente deseja estar nos próximos festivais”, contou Léo.
Outro que fez uma alerta sobre a importância do uso consciente da água – que, aliás, era o tema desta edição do festival – foi o professor Zaldo Borges, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 do Cruzeiro, que orientou a produção de “Salve a água…”. “Mais do que o prêmio, a gente leva a certeza de que o vídeo sendo premiado vai ser visto por muita gente. E quem sabe, a partir daí, a gente não possa criar uma consciência sobre a importância da preservação da água”, pontuou. Zaldo explica que, há dois anos, ministra, regularmente, aulas de cinema para os alunos da instituição. De acordo com ele, o “audiovisual talvez seja uma das grandes saídas na busca por novas metodologias que façam os alunos se apaixonarem pela escola”. O trabalho parece ter dado resultado. Vinícius Kauan gostou tanto de escrever o roteiro de “Salve a água” que afirma querer seguir carreira na área. “Acho que é o meu talento. Ano que vem com certeza eu estarei aqui de novo”, projetou, otimista.
O secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, que participou da cerimônia de premiação, enfatizou a importância do festival. “Ele gera uma aprendizagem significativa. Cria no aluno a iniciativa, a criatividade e um espírito de empreendedorismo. Isso é magnífico em termos de aprendizagem. É o tipo de formação que nós queremos dar ao estudante e que o Brasil precisa para o século XXI”, afirmou. Por fim, o titular da pasta destacou a interação dos estudantes com o Cine Brasília e com o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. “Estar em contato com todos esses elementos o coloca em uma situação de despertar para a importância da cultura, do cinema, do teatro, da música de boa qualidade. E é nosso dever apresentar tudo isso a esses meninos e meninas”, finalizou.
Na próxima segunda-feira (26), será a vez das obras feitas por alunos dos ensinos médio, profissionalizante e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
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