terça-feira, 13 de setembro de 2016

Ceilândia receberá o projeto "Escola Compartilhada"


[Agência Brasília] Após o sucesso das cinco edições-piloto realizadas na Estrutural, o Escola Compartilhada vai se espalhar pelo Distrito Federal no segundo semestre de 2016. Criado pela Secretaria de Educação (SEEDF) em abril, o projeto ganhará mais quatro edições até o final do ano – sempre aos sábados -, em regiões administrativas distintas.
Ceilândia será a primeira cidade a receber o projeto em sua segunda temporada. No próximo sábado (17), o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 18 vai abrir as portas para a comunidade desfrutar de diversas atividades oferecidas pela SEEDF e parceiros. Os outros eventos acontecerão no Centro de Ensino Médio (CEM) 02 de Planaltina, em 1º de outubro; na Escola Classe Varjão, em 22 de outubro; e no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 411 de Samambaia, em 19 de novembro.
De acordo com o secretário de Educação, Júlio Gregório Filho, o objetivo do projeto é propiciar a abertura das escolas da rede pública, conseguindo assim, realizar mudanças nas relações entre as unidades escolares e as comunidades em que estão inseridas.“A escola é o cenário ideal para um encontro agradável entre as famílias. Não somente para tratar de assuntos educacionais, mas agora também para exercer de forma ativa a cidadania”, avalia.
Serviços – Entre as atividades oferecidas no Escola Compartilhada ao longo do semestre estão palestras com conselheiros tutelares sobre os direitos das crianças e dos adolescentes, exames de saúde, como testes de HIV e aferição de pressão e glicemia, além de atividades esportivas, a exemplo de futebol, basquete, bocha e tênis de mesa. Todos eles ofertados de maneira gratuita pelos mais de 20 parceiros envolvidos no projeto, como as administrações regionais, 12 secretarias de Estado, Caesb, SLU, Defensoria Pública, polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Detran e Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe). À frente da coordenação operacional do projeto, o secretário-adjunto, Clovis Lucio da Fonseca Sabino, explica que os serviços, entretanto, podem não ocorrer em todas as datas. “Há interesse e empenho de todos os parceiros em comparecer em todas escolas, mas tudo vai depender da disponibilidade. O programa é de governo e não permitirá que os serviços essenciais sejam comprometidos”, garante.
As ações do projeto são desenvolvidas, prioritariamente, em territórios de vulnerabilidade social. As cinco primeiras edições – consideradas pilotos – foram realizadas nos Centro Educacional (CED) 01 e no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 02 da Estrutural, ambos integrantes da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Guará, entre abril e julho deste ano.
Viva Brasília
Uma das ações que compõem  o Escola Compartilhada nesta segunda temporada é o programa “Viva Brasília – Nosso Pacto Pela Vida”, da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. Neste ano, ele será realizado ainda de maneira piloto. Para 2017, no entanto, a expectativa é de que chegue a outras 15 instituições da rede pública. A iniciativa tem como objetivo integrar órgãos governamentais, sociedade civil e movimentos voluntários no desenvolvimento de ações que diminuam a criminalidade envolvendo a juventude.
Para alcançar essa meta, o programa é dividido em três eixos: Núcleo de Articulação Territorial Escolar, Brasília Cidadã na Escola e Comitê da Paz na Escola. O primeiro levará policiais militares, assistentes sociais e conselheiros tutelares para as escolas, a fim de debater com os alunos e gestores os perigos que cercam aquela comunidade. No segundo, voluntários cadastrados no Portal do Voluntariado vão trabalhar para atender demandas dos estudantes, como realizar reparos em quadras de esporte, por exemplo. Já o terceiro apostará no protagonismo dos próprios adolescentes. Nele, a aproximação entre órgãos de segurança e alunos será intermediada por jovens que exercem um papel de liderança na unidade escolar.
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