quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Método de tratamento oferecido no Hospital de Ceilândia é apresentando em congresso internacional

[Agência Brasília] Um método de tratamento com cuidados paliativos não-oncológicos que acontece na enfermaria pediátrica do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) acaba de ser apresentado no VI Congresso Internacional de Cuidados Paliativos que aconteceu, neste mês, em Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul, nos dias 21 a 24 de setembro. No total, foram apresentados 461 projetos e apenas 190 foram selecionados para participarem do evento.

Iniciado em 2008, a enfermaria pediátrica do HRC oferece o tratamento para crianças, de 0 a 12 anos, advindas da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e que apresentem paralisia cerebral ou que dependam de tecnologia para viver, como alimentação enteral, traqueostomia, oxigênio suplementar ou ventilação mecânica. São bebês que ultrapassaram peso ou idade para permanecerem na UTIN, estáveis, mas dependentes de tecnologia.

A terapeuta ocupacional Thamires Melo participa do projeto há um ano. Ela ressalta que ter este trabalho selecionado em um congresso internacional é uma forma de reconhecimento.

"Quando trazemos a criança à brinquedoteca, quando intervimos no quadro que ela apresenta e há alguma resposta positiva, percebemos o quanto a família fica feliz pelo trabalho que realizamos. Ao participar de um evento internacional mostrando esse trabalho e poder discutir e trocar experiências com outros profissionais da área, vemos como fazemos a diferença no nosso meio, porque existem poucas iniciativas como essa na área da pediatria", afirma Thamires.

PROJETO – O método foi criado pela equipe multiprofissional da unidade com o objetivo de oferecer um tratamento mais humanizado durante o período de internação dos pacientes, além de proporcionar mais conforto e qualidade de vida tanto para os que recebem os cuidados, como para as famílias dos internados.

A psicóloga Thatiana Gimenes, que trabalha na pediatria do HRC, conta que o projeto, além de oferecer atendimento ambulatorial, também serve de cenário de ensino para graduandos de medicina e de serviço social da Universidade Católica de Brasília (UCB); de enfermagem, terapia ocupacional e serviço social da Universidade de Brasília (UnB); de psicologia do Centro Universitário de Brasília (IESB) e dos residentes de pediatria e nutrição dos Programas de Residência Médica e Multiprofissional do hospital.

"Trata-se de uma forma direcionada de assistência e atendimento e, além dos internados, focamos, também, na capacitação das famílias dos pacientes para que aprendam os cuidados que devem ter em casa. É um cuidado considerado biopsicossocial, pois trabalhamos todas as frentes", esclarece Thatiana.

Desde que iniciou, o projeto já atendeu 42 crianças. Deste montante, a maioria eram meninas prematura de baixo peso e nascidas por cesariana.

A equipe de atendimento conta com enfermeiros, técnicos de enfermagem, pediatras, nutricionista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, assistente social, psicóloga e fonoaudióloga.

A enfermaria pediátrica do HRC oferece quatro leitos de cuidados paliativos, além de 27 leitos de internação pediátrica. Entre os serviços prestados no tratamento, estão visitas à brinquedoteca para estimulação, intervenção familiar, atendimento às crianças após a alta em ambulatório multiprofissional.
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