quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Vacinação antirrábica na área urbana do DF começa esta semana

[Agência Brasília] Depois do recorde de vacinação antirrábica alcançado nas zonas rurais do Distrito Federal em agosto desse ano, com mais de 32 mil animais vacinados, a Secretaria de Saúde do DF está com tudo preparado para a área urbana. Serão duas etapas, nos dias 10 e 17 de setembro, com a meta de aplicar 240 mil doses de vacina contra a raiva, em cães e gatos a partir de 3 meses. As vacinas serão disponibilizadas em mais de 1.640 postos, das 9 às 17 horas, com a mobilização de 2.500 pessoas, entre profissionais de saúde e militares.

"Podem ser vacinados cães e gatos mesmo que estejam prenhes ou amamentando. Os animais devem ser levados por pessoas adultas, sempre conduzidos na guia, com focinheira no caso dos mais agressivos, ou em caixa de transporte apropriada", orienta Laurício Monteiro da Cruz, médico veterinário da Vigilância Ambiental em Saúde, que conclama a população "a continuar comparecendo aos postos e manter a raiva longe do DF", que teve os últimos casos registrados em cães e gatos nos anos 2000 e 2001, respectivamente.

No dia 10 a vacinação acontecerá na Asa Norte, Asa Sul, Candangolândia, Cruzeiro, Jardim Botânico, Itapoã, Lago Norte, Lago Sul, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Park Way, Planaltina, São Sebastião, Sobradinho I e II, Sudoeste, Varjão, Águas Claras, Vicente Pires e área urbana da Fercal. No dia 17 será a vez de Ceilândia, Brazlândia, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Samambaia, Santa Maria, Taguatinga, Estrutural, Guará I e II.

Na vacinação antirrábica de 2016 a SES/DF está promovendo uma grande mobilização e, para a realização das duas etapas da área urbana, buscou parcerias com a Secretaria de Agricultura do DF, as Forças Armadas, Universidade de Brasília (Unb), faculdades de medicina veterinária, como Uniceub, Faciplac, Icesp, Upis e Unidesc, que apoiaram com a cessão de profissionais do setor. Os postos fixos de vacinação estarão localizados em centros de saúde, núcleos de inspeção sanitária, escolas, comércios, postos policiais e outros estabelecimentos.

DOENÇA – A raiva pode ser transmitida para o homem pela introdução do vírus presente na saliva e secreções do animal infectado, principalmente por meio de mordida. A doença tem 100% de letalidade. "Existem apenas seis casos de cura da raiva no mundo", frisou Laurício Monteiro.

Os cães, gatos e os mamíferos silvestres, como morcegos e raposas, são considerados os animais de alto risco para transmissão do vírus da raiva humana.
ESTATÍSTICA – Estima-se que, anualmente, a rede pública de saúde do DF atenda 15 mil vítimas de agressão de animais domésticos, como cães e gatos. A orientação do veterinário da Vigilância Ambiental, Laurício Medeiros, é que a pessoa mordida lave imediatamente o ferimento com água e sabão em barra, procure o centro de saúde mais próximo e comunique ao Disque Saúde (160).
No caso do animal com suspeita de raiva ou infectado, ele deverá ficar em observação por dez dias, em local seguro, recebendo água e comida normalmente. Durante este período, verificar se apresenta algum sinal suspeito de raiva.


Em seres humanos, o tempo entre a infecção e o aparecimento da doença varia entre 7 e 10 dias. Entre os sintomas, estão convulsão, febre baixa, perda de função muscular, excitabilidade, agitação e ansiedade.
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