quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Comitê de Paz transforma escola pública em Ceilândia


O primeiro Comitê de Paz nas Escolas, estratégia do programa Viva Brasília – Nosso Pacto pela Vida, está instalado no Centro de Ensino Fundamental 18, de Ceilândia. Há um mês, os 40 estudantes que são voluntários no projeto foram capacitados para solucionar conflitos dentro e fora do ambiente escolar.  A mudança já pode ser percebida pelos professores, já que as turmas consideradas mais problemáticas em termos de brigas, advertências e suspensões reduziram drasticamente o número de problemas.
 
“Todos os dias tínhamos alguma reclamação de alunos destas turmas. Percebemos que houve uma redução significativa de reclamações e desentendimentos entre eles, desde que o programa começou a vigorar”, observou o professor de Português, José Eustáquio Queiroz. A aluna da sétima série, Jaqueline Sampaio, reconheceu que o projeto é uma oportunidade de aprendizado e mudança, sobretudo, no dia a dia das aulas. “Chegávamos nas palestras de uma forma e saíamos de lá muito melhor. Escutávamos histórias de outras pessoas, experiências, e essa troca foi muito interessante”, concluiu.
 
Durante a ação da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social, os estudantes tiveram oportunidade de conhecer mais sobre a prática de Bullying, discriminação racial e questões de identidade de gênero, além de se aprofundarem no conhecimento sobre Direitos Humanos e Defesa da Criança e do Adolescente. A estudante Aline Eduarda, de 14 anos, vê no Comitê a possibilidade de mudar o mundo, as pessoas e fazer um Brasil melhor, diferente, sem preconceitos e injustiças. “Quero falar do que aprendi para meus amigos, familiares e inclusive para quem não conheço, hoje tenho um olhar diferente do que eu tinha.  Antes, não éramos aconselhados a promover a cultura de paz”, destacou Aline.
 
Uma das necessidades da escola resolvidas com a intermediação do do Comitê de Paz foi a colocação de um porteiro no colégio, o que não havia até agora. Desde a semana passada, a escola já conta com um vigilante para inibir a entrada de pessoas estranhas no local.  “Acho que nossa escola não foi escolhida por acaso para participar desse projeto. A sensação de insegurança sempre foi grande, afinal, até outro dia não tínhamos sequer um porteiro. Qualquer pessoa entrava aqui, e por isso, houve alguns roubos, principalmente de celular”, desabafou o estudante, Luís Gustavo, que tem 15 anos.
 
A próxima ação do Comitê de Paz está marcada para sábado (22) e será aberta a todos. Serão realizadas oficinas de desenho, cinema, dança de rua, além de construção do rap e noções de DJ. Promover esse tipo de atividade é uma das metas do grupo e a comunidade poderá participar das atividades a partir das 13h. 

*Informações da Secretaria de Segurança Pública do DF
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