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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Defesa Civil notifica moradores que ocupam área de risco no Sol Nascente, em Ceilândia



[Agência Brasília] Moradores de casas instaladas em área de risco na Bacia 8 do Trecho 1 do Sol Nascente, em Ceilândia, começaram a ser notificados, nesta segunda-feira (28), sobre a necessidade de retirada parcial ou total.

No sábado (3), representantes do governo de Brasíliase reunirão com a comunidade em uma igreja próximo à região afetada [QNP 6/10, chácara 171, conjunto A/B – Assembleia de Deus].
A galeria de drenagem que corta o local mede 4 m x 4 m e ainda deve ser considerada a chamada área de servidão — em que é preciso preservar um total de 12 metros. Ou seja, de cada lado desta rede adicionam-se outros 4 metros em toda sua extensão. Edificações que estejam ocupando apenas parte dessa área poderão recuar portões e garagens, por exemplo.
Mas há situações em que todo o imóvel está irregular. “Não pode ter casas nesse espaço. É preciso que esteja livre para manutenções e passagem de maquinário, por exemplo”, explicou Carlos Café, chefe do núcleo preventivo da coordenação de planejamento e controle da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil.
Além disso, edificar sobre a rede compromete a segurança da moradia. A equipe da Defesa Civil já encontrou lugares com rachaduras e trincas. Líder comunitário da região, Juscelino Pereira, 38 anos, acompanhou o trabalho da equipe que iniciou a notificação. “Entendo o perigo e a necessidade de sair. Por isso, trabalhamos em conjunto, para ajudar os moradores”, avaliou.
Representantes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) e da Administração Regional de Ceilândia também estiveram com o grupo de agentes.
Outro risco no local está relacionado a ligações clandestinas na rede, com canos levando esgoto para a galeria. “A estrutura, que é para água da chuva, não é preparada para receber esgoto, há um acúmulo de gás”, acrescenta Café. Na tarde de hoje, mesmo sem chuva, havia escoamento de água – um indicativo do uso irregular.
Na chácara 99 do Trecho 2 do Sol Nascente também há construções em área de risco. Semana passada, dois imóveis foram interditados por apresentarem risco iminente, segundo o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, o coronel do Corpo de Bombeiros Sérgio José Bezerra: “Lá, casas foram construídas em cima da rede de esgoto. Ali e em boa parte do DF, o esgoto corre em manilhas de concreto e de ferro e tem a característica de corroê-los ao longo dos anos”.
Por isso, ele reforça que é preciso que o terreno acima esteja livre para manutenções. A subsecretaria aguarda análise da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) para avaliar a região e identificar se haverá necessidade de intervenção em outras residências.

Famílias são encaminhadas à rede de proteção social

Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos acompanha o trabalho da Defesa Civil. De acordo com a pasta, as famílias são avisadas dos benefícios da rede de proteção social do DF.
Elas podem solicitar acolhimento em abrigo, auxílio vulnerabilidade — até seis parcelas de R$ 408 ao ano — ou auxílio aluguel, nesse caso até 12 parcelas de R$ 600. Até o fechamento dessa reportagem, a pasta informou que ninguém havia solicitado o auxílio.
A secretaria também enviou os dados das famílias para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), requisitando a inclusão no programa habitacional do DF. A estatal faz levantamento e estuda cada caso para verificar quem atende aos critérios para ser beneficiado no Habita Brasília.