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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Servidores decretam greve geral nesta sexta-feira (11)

Trabalhadores de diversas categorias se uniram e realizaram um ato unificado na manhã desta quinta (10), para esquentar os preparativos da greve geral nesta sexta-feira (11). Em frente ao Palácio do Buriti, professores realizaram assembleia geral para definir os próximos passos de luta em defesa dos direitos da categoria e da educação. Já na Câmara Legislativa, outras categorias do serviço público do Distrito Federal realizaram assembleia conjunta para definir estratégias de lutas para barrar o sucateamento. Logo após, se uniram aos professores para o ato geral.
Na assembleia do Sinpro, os professores aprovaram o início da contagem regressiva, para a próxima assembleia de campanha salarial, com indicativo de greve, em 13 de fevereiro. Durante esse período, a categoria se manterá mobilizada e poderá paralisar, caso o GDF atrase os pagamentos. Para a dirigente da CUT Brasília e do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro/DF), Rosilene Corrêa, esse período, até a próxima assembleia, será mais um tempo para que o GDF mostre compromisso com a educação e com a categoria.
Os professores, junto a outras categorias de servidores distritais e federais do setor de ensino, realizarão nesta sexta, ato em frente ao Ministério da Educação. Rosilene ressalta este momento de os trabalhadores de todo país demonstrarem, por meio da paralisação, a insatisfação contra os retrocessos à classe trabalhadora. “Amanhã ( dia 11) é o dia de mandarmos o recado para o presidente golpista e para o governador caloteiro que nós trabalhadores não aceitaremos a retirada de direitos”, disse.
A assembleia dos professores aprovou, ainda, três moções: apoio e solidariedade aos trabalhadores da Escola Nacional de Formação Florestan Fernandes, invadida sem mandado pela polícia, apoio formal do Sinpro à luta dos estudantes nas escolas públicas ocupadas e repúdio ao juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, que autorizou expressamente que a Polícia Militar utilizasse técnicas consideradas como tortura para forçar a desocupação de escolas.
Diversas categorias do serviço público participaram da assembleia e engrossarão as atividades de amanhã. Os trabalhadores do Departamento de Estrada e Rodovias (DER), DFTrans, SLU e da Secretaria de Agricultura, por exemplo, paralisarão as atividades e marcarão presença na inauguração do terminal rodoviário, em Ceilândia, em que o governador Rollemberg participará. Segundo o presidente do Sindser, sindicato que representa a categoria, André Luiz, a intenção é para pressionar e manifestar contra a má gestão do governo, que sucatea o serviço púbico.
O secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, esteve presente no ato e destacou a importância de as categorias se unirem nesse momento de ataques. “Rollemberg mente ao dizer que não tem dinheiro para pagar o reajuste dos servidores. Vamos continuar denunciando essas mentiras e lutando para que mais nenhum direito do trabalhador seja tirado. A nossa resposta será amanhã, na grande greve geral”, disse. 

Terceirizados do GDF também aderem à greve geral
Sem salário, atrasado desde o último dia 7, trabalhadores do setor de limpeza dos hospitais, postos de saúde e escolas públicas e da merenda escolar paralisarão as atividades a partir desta sexta-feira (11). A categoria realizará ato, com concentração a partir das 9h, na Câmara Legislativa.
Durante o protesto, a direção do Sindiserviços-DF, sindicato que representa os terceirizados no DF, entregará ao deputado distrital Chico Vigilante (PT) documento denunciando os constantes atrasos no pagamento de direitos e benefícios à categoria. O texto ainda repudia as más condições de trabalho e a discriminação sofrida nos órgãos do GDF.
Em seguida, os trabalhadores terceirizados se somarão a outras categorias do serviço público do DF que protestarão na Praça do Buriti contra as medidas do presidente Michel Temer e do governador Rodrigo Rollemberg.
Os terceirizados que entrarão em greve por falta de salário são das empresas Ipanema, Servegel, Apecê, Dinâmica, Juiz de Fora, Real JG, Confere e Planalto. Além do calote, os trabalhadores repudiam as medidas pleiteadas pelo governo federal. Entre elas, a aposentadoria aos 65 anos, o desinvestimento em saúde, educação e outros gastos sociais (PEC 55), redução de programas para a sociedade de baixa renda e o sucateamento do serviço público.
*Informações CUT Brasília