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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Leitos do Hospital Regional de Ceilândia estão infestados de baratas



[G1DF] Vídeos feitos por um internauta mostram duas baratas subindo pela grade da cama de um paciente no Hospital Regional de Ceilândia, um dos maiores do Distrito Federal. O paciente estava dormindo e nem percebeu. Em nota, a Secretaria de Saúde negou faltar limpeza na unidade, mas disse que vai acionar a empresa responsável pela manutenção para reforçar o serviço no setor de ortopedia e fechar todos os ralos após a limpeza.

As imagens foram gravadas por João Ricardo, filho de um idoso de 75 anos que aguarda há um mês para fazer uma cirurgia de fêmur. Ele conta que já presenciou outras situações semelhantes. “Como eu passo a noite acordado, várias vezes eu já vi baratas andando em cima das camas dos pacientes. Não foi só uma vez não, isso é toda noite. Uma vez, agora um tempo atrás, foram trocar a roupa de cama do meu pai e foi achado seis baratas embaixo da fronha, do travesseiro dele.”

A reportagem da TV Globo esteve no local na noite desta quinta-feira (1º) e encontrou vários acompanhantes de pacientes reclamando da falta de higiene no pronto-socorro. A dona de casa Iraci Leite conta que o marido dela está internado por ter rompido um tendão. “Tem muito lixo jogado, assim, bem sujo, as lixeiras estão até as tampas [cheias].”


A operadora de caixa Gabriela dos Santos relata situação semelhante. “As funcionárias não estão recolhendo o lixo, lá a gente tem que estar colocando o lixo e apilhando, porque não estão retirando. As pessoas vomitam no chão, e [a gente] tem que chamar pra eles virem limpar, o banheiro não está tendo papel higiênico. Está feia a situação ali dentro, dá até nojo de você usar alguma coisa nesse hospital.”

Pacientes e familiares também se queixam da falta de material hospitalar. Uma garota de 6 anos teve de voltar para casa sem engessar o pé, que estava fraturado, porque não havia gesso. “Aí chega a gerente do hospital e manda ela comprar gesso. É uma vergonha para gente que está pagando os nossos impostos em dia e vendo essa calamidade. Não é uma vergonha para Brasília, capital do país?”, questionou a dona de casa Carolina Melo.