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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Revoltados com aumento nas tarifas, passageiros organizam atos



[Correio Braziliense] Logo após a divulgação do aumento no valor das tarifas do transporte público do Distrito Federal, na manhã desta sexta-feira (30), usuários de ônibus e metrô começaram a organizar manifestações. Nas redes sociais, há ao menos três atos programados. Na Rodoviária do Plano Piloto, onde uma equipe do Correio esteve na hora do almoço, passageiros revoltados falavam em quebrar e queimar ônibus até o fim do dia. As informações são do Correio Braziliense.

Em poucas horas, redes sociais borbulhavam graças a usuários revoltados contra a medida do governo. O primeiro protesto está marcado para este sábado (31), a partir das 20h na Esplanada dos Ministérios. O evento já tem mais de mil confirmados, e quase seis mil compartilhamentos. Outro ato marcado para a segunda-feira (2) começa às 17h30, com concentração na Rodoviária do Plano Piloto.



Na próxima quarta-feira (4), mais de 11 mil pessoas já compartilharam o ato contra o aumento das passagens e mais de mil se mostraram interessadas em ir. A concentração também será na Rodoviária do Plano Piloto, a partir das 17h.  O vendedor José Nascimento utiliza o ônibus para ir de casa até o trabalho, no Setor de Industria e Abastecimento (SIA). O passageiro reclama que a qualidade do transporte é ruim e que o preço não vale o serviço oferecido aos usuários.

"Esse aumento é um absurdo. Aumentar um real na passagem de ônibus e o serviço continua ruim. Eu preciso pegar quatro ônibus por dia, e sempre vem lotado. Os ônibus parecem uma lata de sardinha por conta da lotação. Nós vamos pagar R$ 5 para vir trabalhar em pé, em ônibus sem conforto e que ainda demoram para passar. Esse governo realmente não está fazendo nada de bom para a população, apenas prejudicando o cidadão", afirma.





Surpresa

O Governo do Distrito Federal anunciou o reajuste na manhã desta sexta-feira (30/12). As tarifas de ônibus sobem de R$ 2,25 para R$ 2,50 as linhas circulares internas; de R$ 3 para R$ 3,50 as de ligação curta; e de R$ 4 para R$ 5, as viagens de longa distância e integração e as de metrô. Nesse último caso, o reajuste é de 25%.



O aumento mais recente havia sido dado também no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), em setembro de 2015, após 10 anos de congelamento. Portanto, este é o segundo reajuste da atual gestão em pouco mais de um ano. Comparado ao preço de janeiro de 2015, quando Rollemberg assumiu o governo, o valor da tarifa mais cara, as de viagens de longa distância, subiu 66%, de R$ 3 para R$ 5.



Os aumentos nas passagens nesse período, já incluídos os anunciados nesta sexta-feira (30), são inferiores a todas essas porcentagens, alegou o secretário de Mobilidade, Fábio Damaceno. “O reajuste vem para garantir o nível de gratuidade no sistema, não interferir na parte social, e ajudar no reequilíbrio das contas do governo, pois o subsídio é muito além do que temos disponibilidade de pagar”, defendeu, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (30).