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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Secretário tenta impedir, mas Sindicato denuncia sucateamento na UPA e no hospital de Ceilândia


Nesta terça (13), a blitz do SindSaúde esteve na UPA da Ceilândia e no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) para confirmar denúncias de sucateamento. Quando o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, soube que a blitz chegou à UPA, ele agiu com extrema covardia e mandou a polícia para impedir o sindicato de mostrar a verdade. Todavia, ele não conseguiu porque o trabalho já havia sido feito e tudo está revelado nesta reportagem.

Para começar, o tomógrafo do HRC está quebrado e os exames não estão sendo feitos. A gravadora do equipamento não funciona há quase um ano devido sobrecarga, pois o HRC recebe pacientes de vários lugares, como Samambaia, Brazlândia, Padre Bernardo, entre outros. Segundo fontes do SindSaúde, a peça para consertar o tomógrafo custa apenas R$ 2.800, mas tudo indica que o governo tem dinheiro para tudo menos para a Saúde.

Além disso, a impressora da ecografia também está quebrada e não é possível obter as imagens dos exames. A blitz também flagrou que dos dois aparelhos de Raio-X do hospital, um está sem funcionar. A situação piora porque o aparelho de Raio-X da UPA também está com defeito. Ou seja, a população está desassistida e não tem para onde recorrer. Mas o problema da UPA não é só esse. Lá também não tem jelco, monitor, respirador, glicosímetro, aparelho de pressão e o gasômetro está quebrado.

Só há um eletrocardiógrafo que fica indo e vindo da sala vermelha para o Laboratório, quando deveriam ter pelo menos dois aparelhos para prestar a assistência devida. Os pacientes denunciaram que são mandados para os Centros de Saúde porque lhes dizem que não há servidores. Todavia, ao se locomoverem até lá, são informados que também não há profissionais justamente porque os mesmos estão tendo que cumprir horas na UPA ou no HRC por causa da Portaria 231 assinada pelo secretário de Saúde, Humberto Fonseca.


Para o SindSaúde, a intenção deste governo é clara: desmontar a estrutura do SUS e sucatear as UPAS e os Centros de Saúde para entregar a gerência dos mesmos às Organizações Sociais. Todavia, o SindSaúde resiste e vai continuar denunciando este desmonte orquestrado por aqueles que só querem lucrar em cima das enfermidades do povo.