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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Moradores de Ceilândia fazem ato e fecham via contra o aumento de passagens no DF



Moradores e membros de movimentos sociais contrários à alta das passagens de ônibus e metrô no Distrito Federal fizeram um ato de protesto na tarde desta segunda-feira (2) no centro de Ceilândia. Por volta das 16h30, eles chegaram a bloquear o trânsito na Avenida Hélio Prates. O ato foi acompanhado por policiais militares e terminou de forma pacífica. Os moradores prometem novas manifestações durante a semana.

Aumento

O reajuste foi anunciado no último dia 30 e entrou em vigor nesta segunda, três dias depois. Os valores passaram de R$ 2,25 para R$ 2,50 nas linhas circulares e alimentadoras do BRT (aumento de 11%); R$ 3 para R$ 3,50 (aumento de 16%) em linhas metropolitanas "curtas"; e de R$ 4 para R$ 5 (aumento de 25%) no restante das linhas, além do metrô.

As novas tarifas estão entre as mais caras do país. Na comparação com o primeiro semestre de 2015, a tarifa mais cara já acumula alta de 66%.

A nova tabela foi anunciada no último dia útil de 2016, sob a justificativa de que esta é a única saída do governo para manter o sistema de transporte público funcionando. Segundo o GDF, o reajuste deve cobrir as gratuidades oferecidas a estudantes, idosos e deficientes.O Buriti diz subsidiar 50% dos custos do sistema.

Este é o segundo aumento nas passagens ocorrido na gestão do governador Rodrigo Rollemberg, que assumiu o Buriti em 2015. O anterior ocorreu em setembro do ano passado e gerou protestos. Até então, os valores do tíquete de ônibus eram os mesmos desde 2006 e os de metrô, desde 2009.