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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Moradores de Ceilândia podem se vacinar contra a febre amarela


Moradores de Ceilândia que não são vacinados contra a febre amarela ou que não tomaram a segunda dose devem procurar o centro de saúde mais próximo da sua residência para ser imunizado. A secretaria de saúde afirma que apesar de a situação estar totalmente controlada na Capital Federal, é necessário evitar o surgimento de casos e a consequente circulação do vírus. A rede recebeu um reforço de 25 mil doses da vacina enviadas pelo Ministério da Saúde.

A imunização contra a febre amarela em 2016, com dados coletados até o mês de outubro, atingiu a marca de 81,9% da população. A expectativa da Subsecretaria de Vigilância à Saúde é que, quando consolidadas as informações referentes aos meses de novembro e dezembro, o acumulado do último ano ultrapasse a marca de 91,7%, atingida em 2015.

No Brasil, não há caso de febre amarela urbana desde 1942, nem registros da forma silvestre no DF nos últimos dois anos. "Com mais pessoas vacinadas, interromperemos o possível ciclo de infecção, porque as pessoas estarão imunes ao vírus da febre amarela", explicou o subsecretário de Vigilância à Saúde, Tiago Coelho.

Podem tomar a vacina crianças com 9 meses de idade, com reforço aos 4 anos. Adultos devem tomar uma dose e outra dez anos depois. Quem já tem duas doses não precisa mais se vacinar a cada 10 anos. A eficácia da vacina é excelente mesmo depois de uma década. 

As contraindicações são para gestantes, lactantes e quem tem alergia severa a ovo. Quem não possui cartão vacinal deve procurar um profissional de saúde em uma das 123 salas de vacina para saber se é necessário tomar a dose.

DOENÇA – A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de curta duração e gravidade variável, causada por um arbovírus que é transmitido por artrópodes. As taxas de letalidade da doença variam de 5% a 50%.

No continente americano, a patologia apresenta dois ciclos de transmissão: o urbano e o silvestre. No ciclo de transmissão silvestre, o macaco é o principal hospedeiro do vírus e os vetores são principalmente espécies silvestres de mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.

Já no ciclo urbano, o ser humano é o principal hospedeiro e o mosquito Aedes aegypti é o principal vetor envolvido no ciclo de transmissão.

SINTOMAS – O quadro clínico típico tem evolução bifásica com início abrupto de febre elevada e pulso lento em relação à temperatura (sinal de Faget), calafrios, cefaleia, mialgia, prostração, náuseas/vômitos, durando cerca de três dias, após os quais se observa remissão da febre e melhora dos sintomas, o que pode durar horas ou, no máximo, dois dias.

O caso pode evoluir para cura ou para a forma grave (período de intoxicação), caracterizada pelo retorno da febre, diarreia e reaparecimento de vômitos, com aspecto em borra de café, icterícia, instalação de insuficiência hepática e renal, podendo haver também o surgimento de manifestações hemorrágicas.

*Informações Agência Brasília