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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Saúde confirma primeira morte por febre amarela no Distrito Federal


Secretaria de Saúde do Distrito Federal convocou coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19) para divulgar detalhes da primeira morte em Brasília com possibilidade de ligação com a febre amarela. Segundo informações preliminares, trata-se de um paciente oriundo de Minas Gerais.

Apesar de não haver um grande volume de doentes, o vírus está em circulação do DF. Em 2016, a Secretaria de Saúde recolheu pelo menos oito macacos mortos com a doença. Os óbitos aconteceram no Jardim Botânico, no Lago Sul e na Candangolândia.

A Secretaria de Saúde recebeu nesta semana do governo federal 25 mil doses da vacina contra a febre amarela. O quantitativo faz parte da remessa mensal e é distribuído de acordo com a demanda de cada região administrativa. Segundo a pasta, lotes extras são enviados pelo Ministério da Saúde prioritariamente aos locais com maior incidência de casos, como Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo.

De acordo com a Secretaria de Saúde, Brasília não sofre com um número alto de casos de febre amarela desde 2000, quando houve o surto mais grave na cidade, com 40 registros — 38 deles de moradores de outras unidades federativas diagnosticados no DF.

Em 2008, foram 13 diagnósticos da enfermidade na capital. Após esse período, a cidade não teve infecção por febre amarela em residentes. Em 2015, as regiões administrativas anotaram três casos importados de outras localidades brasileiras.

O histórico dos últimos três anos mostra um aumento no número de imunizações. Em 2014 e 2015, foram aplicadas, respectivamente, 105.123 e 181.051 doses. Dados preliminares de 2016 somam 191,2 mil injeções.

Características e sintomas da febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida somente pela picada de mosquitos. É comum em macacos, os principais hospedeiros do vírus.

É dividida em febre amarela silvestre ou urbana. No primeiro tipo, o vírus passa do macaco para o mosquito e depois para o homem, em ambientes de matas e vegetações. Já a urbana ocorre nas cidades, podendo ser transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya.

Os sintomas da doença incluem febre alta, dores no corpo e nas articulações, náuseas e vômito. Em alguns casos, a doença pode evoluir após um breve período de melhora. Surgem então sintomas como icterícia (coloração amarelada da pele), hemorragia, choque e insuficiência de múltiplos órgãos, podendo levar à morte do paciente.

Já nos primeiros sinais de manifestação da doença, deve-se procurar ajuda médica. Não há nenhum tratamento específico, só os sintomas são tratados. 


*Com informações da Agência Brasília