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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sem pagamento, rodoviários da Cootarde retornam parcialmente



Os 620 rodoviários que prestam serviço para a Cootarde, empresa responsável pelos micro-ônibus que atendem Ceilândia e Taguatinga, cruzaram os braços na segunda (9), mas continuam sem receber os pagamentos e benefícios atrasados.
Além de dever o vencimento de dezembro, 13º salário, tickets alimentação, férias vencidas e as cestas básicas dos mecânicos e despachantes que não são entregues desde agosto do ano passado, a cooperativa não tem depositado o FGTS nem o INSS dos trabalhadores, denuncia o o Sindicato dos Rodoviários (Sittrater/DF).
Mas, as irregularidades e os malefícios da Cootarde não ficam por aí. No final de dezembro, durante outra paralisação pelos mesmos motivos, a empresa demitiu injustamente 28 funcionários, entre motoristas e cobradores. Para Jorge Farias, presidente do Sittrater/DF, a dispensa de pessoal foi uma grande afronta aos direitos trabalhistas e precisa ser revertida. “Além do pagamento integral dos salários e benefícios, o movimento exige a reintegração dos demitidos”, enfatiza.
Na tarde de quarta (11), uma liminar da Justiça determinou que 70% dos trabalhadores voltassem às suas atividades já no dia seguinte. Em atendimento à ordem judicial, a diretoria do sindicato e os trabalhadores compareceram à garagem da Cootarde no início do expediente desta quinta-feira (12) para a retomada dos trabalhos conforme percentual determinado, mas os portões estavam fechados e assim permaneceram durante toda a manhã. Somente à tarde, os micro-ônibus começaram a circular.
Outro alerta feito pelo Sittrater/DF é quanto ao estado dos veículos. “Em sua maioria, os ônibus estão quebrados, sucateados e com as vistorias vencidas”, denuncia do diretor sindical Diógenes dos Santos, que se preocupa com a segurança dos profissionais e dos passageiros.
Acostumada a dever
Foi noticiado nesta manhã (12), que a Cooperativa de Transporte (Cootarde) precisou assinar um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), se comprometendo a pagar multa de R$ 421 mil por descumprir a legislação trabalhista.
A medida é uma punição por desrespeito a outro acordo firmado com o próprio MPT em 2011, no qual se comprometia a pagar os salários dos empregados até o quinto dia útil do mês. Segundo o MPT, a empresa também não cumpriu com a promessa de recolher as contribuições, quitar as verbas rescisórias e conceder férias nos prazos legais.
Em 2016, os terceirizados da Cootarde entraram em greve três vezes, todas para cobrar salários e benefícios que estavam em atraso.
Fonte: CUT Brasília com informações do G1