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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Projetos de professor da Escola Técnica de Ceilândia rendem prêmio em concurso nacional


A iniciativa de um professor da Escola Técnica da Ceilândia (ETC) rendeu não apenas o primeiro lugar em concurso do Ministério da Educação (MEC), mas uma premiação de R$ 25 mil para a unidade. Tudo começou quando Emílio Evaristo conheceu o Desafio da Educação Profissional e Tecnológica, cujo objetivo é buscar propostas e experiências inovadoras para a educação profissional no Brasil. O docente elaborou e inscreveu cinco projetos sobre o tema. As especificidades de cada um dos trabalhos foram levadas em consideração ao garantir os pontos que fizeram da escola a grande vencedora na categoria regional (Centro-Oeste). O próximo passo é reunir a comunidade escolar para definir a melhor forma de investir o prêmio na escola.
“Quando fiz a inscrição dos projetos, minha intenção era captar recursos para a escola e validar a proposta da minha pesquisa de quatro anos de doutorado”, contou o professor. A tese de doutorado na Universidade de Brasília (UnB) inspirou os primeiros dois projetos, que tratam de retorno para professores em sala de aula. O primeiro propõe a elaboração de um modelo de devolutiva sobre a performance dos educadores. Para isso, os estudantes usariam um aplicativo (segundo projeto), onde fariam avaliações. “Por meio de algoritmos é possível determinar um resultado, e por ele o professor pode aferir o que os estudantes mais demandam, se é mais por prática do que teoria ou mais exercícios, por exemplo”, explica Evaristo.
A professora de informática da ETC Mirian da Silva colocou em prática em uma de suas turmas o projeto principal. De acordo com ela, a experiência foi bastante exitosa. “Foi bastante produtivo, uma vez que dá um norte para quem está em sala de aula. Com a ajuda do aluno, fica mais fácil aprimorar a prática pedagógica e elaborar o planejamento escolar”, contou ela. A técnica em informática e estudante de suporte técnico da escola Silvania de Oliveira também apontou esse diagnóstico feito pelo aluno como a grande vantagem do trabalho. “É importante indicar para o professor o que precisa melhorar”, disse ela.
Ainda um terceiro projeto premiado trata de devolutiva voltada para a formulação de modelo de currículos escolares. Nele, o objetivo é conhecer o interesse dos alunos para flexibilizar a grade curricular dos cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC). Os projetos restantes tratam de empreendedorismo e plataforma unificada para estudantes de cursos técnicos de informática de todo território nacional. Um é o projeto de incubadora da escola técnica, que ensina aos alunos modelo de empresa júnior. Já o outro visa a elaboração de uma plataforma digital que reúna videoaulas, artigos, entre outros, num mesmo local e com o mesmo tema: tecnologia.
Do rascunho do primeiro projeto até a liberação do resultado final passaram-se mais de 10 meses, de abril de 2016 a 23 de janeiro deste ano – quando o MEC divulgou os premiados no site do concurso.
Prêmio
O destino dos R$ 25 mil do prêmio ainda não foi definido. O plano dos gastos deve ser elaborado de forma conjunta entre comunidade escolar e a Caixa Escolar (que controla as finanças da escola). “Esse grupo, que envolve gestores, professores e alunos, têm como objetivo avaliar qual a melhor aplicabilidade desse montante na escola. Acreditamos que a intenção da maioria é voltar para a infraestrutura dos laboratórios de informática”, explicou o diretor da unidade, Joubert Almada.
O Desafio é um concurso promovido pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, que visa estimular a divulgação de experiências exitosas na área de tecnologia. Segundo dados do órgão, foram inscritos para essa edição mais de 6 mil propostas e experiência inovadoras.
*Fonte: SEDF