Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

terça-feira, 21 de março de 2017

Comércio do DF vive dificuldade devido à crise hídrica e prevê cenário de piora durante a seca



O racionamento no Distrito Federal, que começou no dia 16 de janeiro em apenas algumas regiões administrativas, hoje atinge todo o DF. A medida, além de influenciar na rotina dos moradores, tem causado grande impacto para os comerciantes nesses dois meses. Com os reservatórios ainda estagnados e sem previsão para acabar os cortes de água, os lojistas temem um cenário ainda pior durante o período de seca, com impacto negativo para a economia local.

A interrupção no fornecimento de água dura 24 horas, mas demora aproximadamente dois dias para que o sistema seja normalizado, alterando a rotina em boa parte da semana. Em negócios que se sustentam, principalmente, com o uso de água, como restaurantes, lavanderias, lava a jatos e salões de beleza, o impacto é maior e a possibilidade de enfrentarem dificuldades, até mesmo a falência, é real.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), José Carlos Magalhães Pinto, como o GDF já sinalizou que os dias de corte podem aumentar a partir de abril, com a estiagem, a geração de empregos também deve ser afetada. “Estabelecimentos que precisem fechar ou suspender serviços em dias de corte vão deixar de faturar, e a médio e longo prazo, isso interfere não só na contratação de novos funcionários, mas pode causar demissões”, pondera.

Para que os prejuízos sejam minimizados, os lojistas têm buscado alternativas. Cortar temporariamente serviços do estabelecimento, como banhos em animais nos pet shops, adotar o uso de materiais descartáveis (evitando o gasto de água com lavagem de louça), investir em estoque de água com caixas-d’água ou, ainda, contratar caminhões-pipa para abastecimento extra, estão entre as opções, mas não resolvem o problema. “A crise hídrica já tinha sido anunciada havia anos, e o poder público falhou no planejamento de ações para evitar o cenário atual”, afirma o diretor de assuntos internacionais da CDL-DF, Vicente Estevanato.

Segundo Estevanato, não se trata de uma questão política, mas técnica: conforme cresce a população e a demanda por produtos e serviços, o sistema hídrico da cidade deve acompanhar. “É lamentável reduzir o nível das ofertas por falta de água. Para crescer e movimentar a economia, o setor produtivo espera e precisa de infraestrutura do Estado”, argumenta.