Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

domingo, 5 de março de 2017

Opinião: Qual o risco de incêndio no Estádio Regional de Ceilândia?



As regras existem para serem cumpridas. Algumas regras, contudo, beiram ao absurdo… mas são regras, devem ser cumpridas.  Se forem tomadas a ferro e fogo, nenhum estádio do DF obedece aos modernos planos de segurança contra incêndio e pânico, mas devem ser cumpridas. Quarta tem jogo, no mesmo estádio… e com torcida. Regras, regras, regras…

Não importam eventuais intrigas políticas quando o resultado para o cidadão (e torcedor) é ruim. Em tese os políticos atuam na defesa dos interesses dos cidadãos. Dois aspectos incomodam nessa história toda: o primeiro é que a direção do Ceilândia Esporte Clube  deve ter alguma parcela de culpa, isso parece intuitivo. Também é intuitivo que a quase totalidade da culpa é da Administração Regional de Ceilândia.
A história do laudo já vem de algum tempo. A Administração Regional de Ceilândia age como se o problema do time que leva o nome da cidade não fosse dela. Se se refere a Ceilândia é problema da administração, deveria ser. Deveria estar empenhado numa agenda positiva com o nome da cidade do qual o futebol da cidade é um dos poucos produtos, com o Ceilândia e com o Brasiliense. Não está.
Um terceiro aspecto: o problema do Estádio Regional não pode estar relacionado a “pânico”. Nesse quesito nenhum estádio tem tantas áreas de escape, portões tão largos e acessíveis,  quanto o Abadião. Nem mesmo o Estádio Nacional. Imagina-se não ser difícil resolver o problema do Estádio nesse quesito.  Quanto a incêndio…
Uma última observação: os modernos planos de incêndio e pânico são irreais para algumas realidades. A rigor nenhuma igreja, escola, feira em Ceilândia poderia receber pessoas. Regras,, contudo, são regras e devem ser cumpridas. Deveriam ser cumpridas em igrejas, escolas, feiras, shoppings, ginásios… na Administração Regional… bem, mas isso é outra história.
A cidade sofreu uma humilhação nacional com o jogo com portões fechados. O time também contribuiu com essa humilhação, mas isso já é outra história. 


Copa Verde: Luverdense vence em sua estreia o Ceilândia



No Abadião completamente vazio, devido às dificuldades impostas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) para a retirada de laudo de segurança, o Ceilândia enfrentou o Luverdense-MT pela 1ª fase da Copa Verde 2017, neste sábado (4). Ao término do jogo que apenas os dirigentes dos clubes, imprensa e jogadores não relacionados acompanharam, os mato-grossenses venceram por 1 x 0 e abriram vantagem para o encontro da volta. Agora, o Gato Preto necessita vencer para voltar de Mato Grosso com a vaga na bagagem.
Quando a bola rolou, o Ceilândia foi o primeiro a chegar com perigo. Aos 10 minutos, após uma blitz inicial do Gato Preto, o volante Alcione tentou de fora da área, mas o goleiro Gabriel Leite saltou para defender. No ataque seguinte, o atacante Gilmar Herê cabeceou com perigo, mas a bola saiu, assustando o arqueiro dos visitantes.
Com 13 minutos do cronômetro percorridos, novamente Gilmar Herê ameaçou a meta adversária. Desta vez o camisa 9 aproveitou a sobra próximo à marca do pênalti e chutou, mas o arremate saiu raspando o poste direito de Gabriel Leite. Apesar do domínio, o Gato não chegou ao gol, mesmo com o zagueiro Pierre quase marcando contra, aos 34’. No apagar das luzes na primeira etapa, o meia Elivelto perdeu a chance mais clara da partida, isolando a conclusão de dentro da pequena área.
O técnico do Luverdense, Odil Soares, voltou com o time modificado para o segundo tempo. Erik saiu para a entrada de Café. Por coincidência ou não, o time de Lucas do Rio Verde-MT abriu o marcador aos seis minutos. Após bate e rebate na área, o zagueiro Neguete aproveitou o rebote na boa defesa de Artur e estufou a rede dos mandantes, 1 x 0 no placar.
Por volta dos 15 minutos o jogo teve que ser paralisado. Torcedores subiram no muro e soltaram fogos de artifício direcionados ao campo, em protesto pelos portões fechados para o público no estádio Abadião. Com a bola voltando a rolar o jogo ficou mais burocrático, embora o Ceilândia mantivesse maior posse de bola e volume de jogo.
Porém, o alvinegro candango buscou o gol em algumas oportunidades. Aos 28 minutos, Kabrine alçou na área para Badhuga cabecear, mas o zagueiro errou o alvo. O Luverdense respondeu rápido e Ricardo apareceu frente a frente com Artur, mas o goleiro do Ceilândia praticou excelente defesa.
Como na etapa inicial, o time mato-grossense por pouco não marcou contra. Desta vez, depois do cruzamento na área, o lateral direito Gabriel Passos desviou de cabeça, mas a bola acertou caprichosamente a trave de Gabriel Leite. Aos 45 minutos, Kabrine lançou da intermediária de ataque, mas ninguém alcançou a bola e o guarda-metas do Luverdense fez uma ponte para espalmar a escanteio. E após cinco minutos de acréscimos o árbitro apitou o fim do confronto.
A partida de volta pela Copa Verde entre as equipes será realizada no próximo dia 19/03, no estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde-MT, às 17h. O time candango, porém, entra em campo pelo Candangão 2017 três vezes antes da decisão regional, contra Brasiliense, Paracatu e Santa Maria, respectivamente.
Fonte: Ceilândia Esporte Clube / Esporte Candango, com adaptação