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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Estratégia Saúde da Família já alcança 36,4% de Ceilândia, afirma GDF



O Governo de Brasília informou hoje (05) que Ceilândia ampliou de 26,71% para 36,43% a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF). Dentro dos critérios de vulnerabilidade econômica e social, duas unidades básicas escolhidas na região foram transformadas, em abril, em unidades de transição.

Isso significa que as Unidades Básicas de Saúde 6 e 12 deixam de ser mistas — funcionavam com os modelos tradicional e novo — e passam a atender exclusivamente dentro da estratégia.

As equipes — por enquanto, duas em cada estabelecimento — são formadas por profissionais que optaram por fazer parte da conversão progressiva, regulamentada pela Portaria n° 78, de 2017.

Cada equipe de transição tem três médicos: um clínico geral, um ginecologista e um pediatra, além de três enfermeiros e seis técnicos em enfermagem. A partir de sexta-feira (5), parte do grupo passará por capacitação para que os integrantes se tornem, de fato, profissionais de Saúde da Família.

No caso dos médicos, o esforço é para que se tornem generalistas e atendam além de suas especialidades. “Isso para que eles estejam aptos a atender em todos os ciclos de vida”, resume o diretor da Atenção Primária da Região Oeste, Luís Henrique Mota.

Troca de experiência

O treinamento é por módulos e inclui partes teóricas e práticas. A composição das equipes não é por acaso. Já na capacitação, os profissionais atenderão pacientes do território adscrito enquanto treinam.

José Fernandes Pontes é clínico geral da Secretaria de Saúde há 30 anos e optou por integrar a conversão. Ele atende na UBS 6 e conta que já teve contato com as especialidades de ginecologia e pediatria anteriormente.

O médico explica que tem conversado com os colegas da equipe sobre as dúvidas naturais que ocorrem. “A troca de experiência é natural e vai acontecer de forma facilitada.”

O mesmo se dá com enfermeiros, que, na estratégia, são parte tão importantes quanto o médico. “O modelo tradicional não permite isso. É muito focado na assistência médica”, compara o diretor.

Dejane Elis René de Araújo é enfermeira na atenção primária há quase duas décadas e agora fará consultas. “Faço a escuta qualificada das pessoas e venho aqui mostrar para ele [o doutor] ver se estou solicitando os exames suficientes ou se ele acha diferente.” Ela e o clínico geral fazem parte do mesmo grupo.

Ao fim do processo, que deve durar seis meses, cada equipe, que agora será responsável por 11.250 usuários, vai ser desmembrada em outras três. Quando isso ocorrer, um grupo terá 3.750 pacientes cadastrados — um terço do valor atual.

*Com informações da Agência Brasília