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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Prédio em Ceilândia começa a ser demolido após 25 anos de abandono



Após mais de 25 anos de espera, uma estrutura de cinco pavimentos abandonada na Entrequadra EQNN 18/20, em Ceilândia começou a ser retirada. A construção ocupa uma área de 3,6 mil metros quadrados e tem aproximadamente 15 metros de altura. Uma força-tarefa do governo de Brasília iniciou a demolição do esqueleto na manha desta quinta-feira (04), construído muito próximo a várias casas e edifícios comerciais.

O diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, citou que, além de roubos e tráfico de drogas, a 23ª Delegacia de Polícia de Ceilândia investiga uma suspeita de estupro no local.

Órgãos do governo trabalham em parceria

A ação desta manhã começou com o fechamento das vias próximas pelo Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF). Em seguida, a Polícia Civil do DF fez uma varredura em busca de drogas e de armas, mas nada foi encontrado.

Fiscais da Agência de Fiscalização (Agefis) e agentes da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, percorreram o lugar para avaliar a segurança da iniciativa.

A demolição começou às 9h15, quando duas retroescavadeiras tombaram parte da laje. O serviço foi continuado no último pavimento com britadeiras da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

A previsão é que essa operação siga até sábado (6). Segundo o diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto, o trabalho é feito em etapas por questão de segurança. “Começamos por cima e vamos descendo até chegar ao subsolo, quando, então, limparemos e aterraremos o local”, explicou.
Comunidade vai participar da revitalização do local

O apelido Batcaverna é em alusão à moradia sombria do herói dos quadrinhos Batman. O lugar está degradado, malcheiroso e acumula lixo, como vidro, móveis velhos, azulejos quebrados, garrafas, tijolos, roupas e plásticos. O risco de atrair o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, e outros animais é grande.

De acordo com o administrador regional de Ceilândia, Vilson José de Oliveira, a comunidade será mobilizada para um grande mutirão com o objetivo de revitalizar o espaço.

A área é uma propriedade privada. De acordo com a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, foram feitas todas as notificações prévias cabíveis até chegar ao ato demolitório. “Os responsáveis ignoraram todos os trâmites”, disse.

Ao fim da operação, as custas serão calculadas e encaminhadas aos proprietários da edificação.

Além dos órgãos já citados, participam da operação a Companhia Energética de Brasília (CEB), a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), o Corpo de Bombeiros Militar do DF, a Polícia Militar do DF e a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos do DF.

*Com informações da Agência Brasília