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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Comédia Quizila Coiffeur ganha curta temporada na Ceilândia



A mitologia afro-brasileira ganha apreensões contemporâneas na história de fundação de um salão de beleza por três amigas. Sob o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Governo de Brasília, o grupo Teatro Cafona tem duas apresentações de sua primeira montagem, Quizila Coiffeur, no Teatro SESC Newton Rossi – Ceilândia. 

Resultado do processo de pesquisa e criação do Teatro Cafona com a diretora convidada Ana Flavia Garcia sobre o universo das Iabás (orixás femininos) das mitologias afro-brasileiras do Candomblé, a peça é apresentada nos dias 21 e 22 de junho, quarta e quinta-feira, às 20h, com entrada franca. No dia 22, a sessão conta com intérprete de libras para o público deficiente auditivo.

Quizila Coiffeur estreou em setembro de 2016, no Instituto Cervantes. Na peça, as Iabás inspiram as personalidades humoradas de mulheres, donas de um salão de beleza periférico, que empreendem e buscam o sucesso tanto nos negócios quanto na vida e no amor. Mixando mitologia e realidade, Quizila Coiffeur homenageia e traz à tona a humanidade, a riqueza e a beleza feminina das divindades afro-brasileiras num contexto de luta e afirmação da mulher autônoma, livre e irmanada de suas parceiras, em uma narrativa autoral inspirada na comédia de costumes.

Quizila Coiffeur: além da confusão diária, neste salão se iluminam as mais distintas e coloridas nuances emocionais, do riso frouxo ao coração aquecido. O espetáculo ganha atuação de Hugo Amorim, Jhony Gomantos e Mário Luz, que se revezam em adaptações contemporâneas das figuras de Yemanjá, Nanã, Oxum, Oyá, Obá e Yewá. Cenário e figurino são assinados por Ana Flávia Garcia e a luz é de Diego Borges.

SOBRE O TEATRO CAFONA

Teatro Cafona foi formado a partir dos encontros de seus integrantes desde o período em que cursavam o curso de Artes Cênicas na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Os desejos de criação e pesquisa de cada um que gerou interesse em unir linhas estéticas tão discrepantes para a criação de um grupo de pesquisa, priorizando a pluralidade de afãs cênicos e abrindo possibilidades para que as distintas percepções se complementem em experiências teatrais que, naturalmente, transitem entre várias vertentes.

Criado por Hugo Amorim, Jhony Gomantos e Mário Luz, o Teatro Cafona quer lançar mão da região de brilho de cada integrante, sem negligenciar os novos desafios cênicos. Compreender como a fusão do conhecido com o novo pode impulsionar o salto quântico e liberar as energias pessoais, transformando-as em cena, que não necessariamente estejam ligadas a uma determinada linguagem estética, afinal, cafona é a antiestética por natureza.

FICHA TÉCNICA
Direção: Ana Flavia Garcia
Dramaturgia: Ana Flavia Garcia e o Teatro Cafona
Atuação: Hugo Amorim, Mário Luz e Jhony Gomantos 
Iluminação: Diego Borges 
Coordenação Administrativa: Robson Castro 
Produção: Jhony Gomantos e Giseli Tressi
Assistente de Produção: Mário Luz e Lemar Rezende 
Concepção de cenário e figurino: Ana Flavia Garcia
Execução de cenário e figurino: Marley Oliveira e Teatro Cafona
Confecção do letreiro luminoso: Giseli Tressi e Mauro Cosenza
Yemanjá na foto: Ana Luiza Bellacosta 
Voz de Seu Velho: Rafael Toscano
Design Gráfico: Thiago Sabino 
Fotografia: Thiago Sabino 
Cinegrafista: Thiago Araújo 
Assessoria de Imprensa: Guilherme Tavares (Um Nome Comunicação)
Acessibilidade em Libras: Teus Sinais 
Realização: Casa das Anas – QG de Criação e Teatro Cafona

SERVIÇO: QUIZILA COIFFEUR NA CEILÂNDIA
Datas: 21 e 22 de junho de 2017, quarta e quinta, às 20h
Sessão com tradução em libras: 22 de junho, às 20h.
Local: Teatro SESC Newton Rossi – Ceilândia
Entrada Franca 
Classificação: 12 anos