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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Polícia prende grupo criminoso ‘Comboio de Cão’ em Ceilândia



Após cinco meses de investigações, equipe da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord/PCDF) realizou, na tarde da última sexta-feira (9), a Operação Líder da Matilha para desarticular o grupo criminoso autodenominado Comboio do Cão, responsável por intensa traficância de drogas nas regiões da Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo e Recanto das Emas, como também suspeito da prática de vários roubos e homicídios.
O grupo era liderado pelo criminoso identificado como F.S.P., 33 anos, o qual foi preso na companhia de seu comandado F.F.S., 39, após o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Os presos foram autuados em flagrante delito e indiciados pela prática dos crimes de tráfico, associação para o tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo, munição e acessórios de uso restrito ou proibido, podendo ser condenados a penas que podem variar de 11 a 31 anos de reclusão.
Na residência de F.S.P., situada na QNR 3 – Ceilândia, foram apreendidos 155 Kg de maconha, uma balança digital de precisão, 50 g de cocaína, insumos para mistura de cocaína (sulfato de magnésio), contabilidade, um carregador estendido de marca Glock, de calibre 9mm, e um veículo GM/Corsa.
Já na casa de F.F.S., na QNP 24 – Ceilândia, foram apreendidos uma pistola de marca Glock, de calibre 9mm Luger, municiada e equipada com seletor de rajada, três carregadores para pistola, sendo dois de marca Glock, de calibre 9mm, e outro de marca Taurus, de calibre .40, com 28 cartuchos de calibre 9mm. Em poder de ambos os autuados também foram apreendidos um total de R$ 3,2 mil, em espécie.
De acordo com o chefe da Cord, Rodrigo Bonach, a arma de fogo encontrada em poder dos criminosos possui calibre de uso restrito e era equipada com seletor de rajada e carregadores estendidos. “Isso potencializa em muito o poder de fogo da arma, sendo que ela pode estar envolvida na prática de homicídios no Distrito Federal, devendo agora ser submetida a exames periciais de confronto balístico pelo Instituto de Criminalística”, destaca.
O grupo criminoso é considerado de altíssima periculosidade. F.S.P. estava em liberdade provisória e já tinha antecedentes criminais pela prática de posse de drogas e por três vezes pela prática do crime de porte ilegal de arma de fogo. F.F.S. estava foragido da Justiça e já respondia a 27 inquéritos policiais pela prática de diversos crimes, como furtos qualificados, receptação, dano qualificado, roubo, desacato, parcelamento ilegal do solo, posse de arma de fogo de uso restrito e também tentativa de homicídio, sendo que contra ele havia um mandado de prisão do Tribunal do Júri do Riacho Fundo.
Após os procedimentos de praxe, foram recolhidos ao cárcere da PCDF, à disposição do Poder Judiciário.
*Informações Polícia Civil do DF