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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Projeto leva oficinas culturais a escolas de Ceilândia



“Eu subi no pé de coco pra buscar um coco verde”. Os versos da poetisa maranhense Lília Diniz viraram sucesso entre os alunos da Escola Classe P Norte, no Sol Nascente, em Ceilândia. A canção agradou tanto que o artista de Brasília Marcelo Café aprendeu a letra para acompanhar os pequenos na apresentação musical no colégio.

O show faz parte do projeto As Duas Asas – Cultura e Educação, promovido pelo Ministério da Cultura em parceria com as Secretarias de Educação e de Cultura.
A iniciativa leva ações culturais para dentro das escolas públicas, além de promover formação artística com oficinas de dança, música e teatro. Durante a apresentação na quarta-feira (21), as crianças fizeram fila para ajudar o músico com a letra e pediram bis várias vezes.
Um coral se formou para entoar a canção popular que foi ensinada pela professora de canto Tábata Costa nas aulas ministradas pelo projeto. Com uma turma de alunos entre 9 e 11 anos, ela ensina a fazer rima e atrai a afeição dos pequenos. Julia Ferreira, de 9 anos, adora a música “do coco” e quer cantar igual a Tábata.
Para a diretora da Escola Classe P Norte, Magda Pereira, o resgate das canções populares é de grande importância. “Nossos alunos têm uma visão de mundo reduzida. O contato deles com a música é pelo o rap e o funk. Trazer as brincadeiras folclóricas para dentro da sala de aula é uma oportunidade de os alunos terem um novo olhar”, explica Magda.

Cultura Afro também é destaque no projeto Duas Asas

Além de canções populares brasileiras, o projeto As Duas Asas – Cultura e Educação leva para dentro das escolas a musicalidade e os ritmos africanos.
Coordenada pelo dançarino do grupo Obará, José Calixto de Andrade Filho, a oficina de dança afro chama a atenção dos alunos do Centro de Ensino Fundamental GAN, na 603 Norte.
As aulas ocorrem às quintas e sextas-feiras, no período da tarde, para os estudantes do sexto e do sétimo ano. A novidade agrada os alunos, que aproveitam o momento para correr e brincar aos comandos da professora de dança Louise Lucena.
Com exercícios cênicos, Louise prepara os alunos para as movimentações da dança africana como samba-reggae, coco, chula e maracatu, apresentadas pelo dançarino Kaled Andrade.
“Quero trazer para dentro da escola o conceito de dança pouco conhecida neste meio, onde a maioria tem contato apenas com o pagode e o funk carioca”, explica Andrade.
As oficinas pelo projeto As Duas Asas serão ministradas até setembro em outras duas escolas, no Varjão e no Lago Norte. Além do canto e da dança, aulas de teatro e percussão estão sendo trabalhadas com os alunos.
Agência Brasília