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quinta-feira, 6 de julho de 2017

CRM pede que pacientes graves não sejam levados para UPA de Ceilândia



[Jornal de Brasília] O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para impedir encaminhamento de pacientes críticos para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Ceilândia. O documento, segundo o conselho, foi entregue na manhã desta quinta-feira (6) à Secretaria de Saúde do DF após denúncia sobre o “agravamento da situação precária da assistência na unidade”. Caso os termos não sejam cumpridos, o conselho ameaça uma interdição que poderá impedir toda a assistência médica prestada no local.
De acordo com o CRM-DF, a proposta visa a adequação da UPA às normas éticas previstas para condições mínimas que garantam o exercício da Medicina. A proposta, informou a autarquia, tem como objetivo desafogar a unidade, “que se encontra com número de pacientes acima da sua capacidade de atendimento”.
No TAC, foi proposto que os pacientes críticos não sejam encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para a UPA quando a mesma se encontrar com restrição de atendimento, assim como foi proposto que os pacientes da unidade que necessitarem de avaliação ou cuidados hospitalares não retornem para permanência na UPA, devendo ser acolhidos para internação em unidade hospitalar.
O conselho informou que o indicativo de interdição foi instaurado em maio deste ano, data em que foi solicitado que “as irregularidades constatadas pelas ações do Departamento de Fiscalização do CRM-DF fossem sanadas o quanto antes, para que os profissionais de saúde pudessem exercer o seu trabalho com as condições mínimas para a segurança do Ato Médico”. Porém, segundo o conselho, até o momento, não foram verificadas ações concretas de reestruturação da unidade.
A reportagem do Jornal de Brasília entrou em contato com a Secretaria de Saúde, mas não obteve resposta.