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terça-feira, 25 de julho de 2017

Saúde da Família faz prevenção e tratamento de alcoolismo em Ceilândia



Prevenir, identificar e tratar casos de alcoolismo é a proposta da ação inédita que começou a ser desenvolvida pelas quatro equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), da Unidade Básica de Saúde 12, que atendem a comunidade do Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia. O projeto piloto, denominado Brasília Vida Segura, consiste na aplicação de Teste de Transtorno por Uso de Álcool para identificar o nível de risco relacionado ao álcool e realizar as intervenções necessárias de acordo com cada caso. 
"Aplicamos aproximadamente 600 questionários. Conforme o resultado, é feita uma intervenção breve, que consiste em alertar sobre o etilismo e se o comportamento da pessoa pode ser nocivo à saúde, bem como encaminhar para o tratamento adequado, quando necessário. O beber social tem um limite de doses, mas muita gente não sabe disso", explicou o médico psiquiatra da Diretoria de Saúde Mental (Disam) que coordena as ações, da Secretaria de Saúde, Leonardo Moreira.
No questionário, que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde, há 10 perguntas sobre frequência da ingestão de bebida alcoólica, quantidade de doses, facilidade de interromper o uso, impossibilidade de realizar tarefas em razão da ingestão do álcool e se alguém já se preocupou com a situação de alcoolismo do entrevistado.
Inicialmente, 40 pessoas da ESF foram treinadas para aplicar o questionário e fazer as intervenções. A partir de agosto, será iniciada a capacitação de multiplicadores que irão treinar as demais equipes de Ceilândia e Taguatinga e, assim, expandir o projeto para todo o DF no próximo ano.
A médica Natiane Sousa, que faz parte de uma das equipes que começaram a aplicar os questionários, ressalta que muitas pessoas que bebem ficam surpresas com o resultado. "Muitos entrevistados não sabem que estão bebendo de maneira nociva, mas apenas fazendo o uso excessivo. Por isso, nosso alerta é importante tanto para prevenir, quanto para tratar", disse a médica.
Segunda a profissional, para o tratamento, é necessário primeiramente a disposição do paciente. Dependendo do caso, podem ser feitos exames físicos e laboratoriais, solicitado o comparecimento a consultas com médicos ou enfermeiros, e outras intervenções necessárias. "Nossa abordagem está sendo bem aceita. Já identificamos alguns casos de pessoas que estão em um nível grave de alcoolismo e encaminhamos para tratamento", contou a agente comunitária, Nilza Silva Sousa.
Como seu corpo reage ao excesso de álcool: 
Durante a intervenção, os profissionais de saúde apresentam uma cartilha sobre os malefícios do álcool, entre eles estão:
1) comportamento agressivo e irracional, violência, depressão e nervosismo;2) envelhecimento precoce;3) resfriados frequentes, baixa resistência a infecções, maior risco de pneumonia;4) problemas no fígado;5) inflamação do pâncreas;6) em homens, impotência sexual, em mulheres, malformação do feto;7) dores nos nervos;8) perda de memória;9) câncer de boca e garganta;10) enfraquecimento do coração;11) deficiência de vitaminas, inflamação no estômago, vômito, diarreia, desnutrição;12) tremor nas mãos e formigamento;13) úlcera; e14) demência.
PROJETO – Promovido pela Governo de Brasília, o projeto começou em 2016 e tem a parceria da Secretaria de Mobilidade. A iniciativa piloto de aplicação de questionários pela Secretaria de Saúde começou em maio, no Sol Nascente, em Ceilândia, área de vulnerabilidade social.
*Agência Brasília