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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Recordista em partos, Hospital de Ceilândia oferece Doulas, banho de ofurô e método canguru



Unidade da rede pública de saúde com o maior número de nascimentos por mês – uma média de 530 - o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) tem cumprido seu papel no atendimento materno infantil. Começando pelo parto humanizado, com 75% dos partos normais, passando pelo cuidado com os bebês após o nascimento, principalmente com aqueles que precisam permanecer em UTI. A partir desta segunda-feira (28), publicaremos uma série de reportagens sobre o trabalho desenvolvido no HRC. Nesta semana, o hospital comemora seu aniversário de 36 anos.

O hospital conta com apoio de doulas voluntárias, que ajudam mulheres em trabalho de parto. Gersiane da Silva Barbosa foi uma das beneficiadas. Ela deu à luz ao pequeno Rafael Benjamim no dia 24 de agosto. "Foi uma grande ajuda, principalmente para meu psicológico. Ela segurou minha mão, me ajudou a respirar melhor e esteve comigo durante todo o trabalho de parto até o nascimento. E depois já veio nos visitar", conta.

A unidade conta com três doulas diariamente. "Elas vêm voluntariamente, conversam com as gestantes e aquelas que aceitam ser acompanhadas, recebem apoio, como massagem, banho, chá para aliviar as dores", conta a enfermeira Fernanda Angélica Paulino.

PREMATUROS – Nem toda criança que nasce no hospital, porém, pode ser liberada rapidamente para casa. Algumas precisam de UTI. Muitas delas, inclusive, permanecem por um longo período internadas.

Para ajudar na recuperação, o HRC desenvolve uma série de projetos, como a ofuroterapia (banho terapêutico, realizado três vezes por semana, que inclui banho de sol, massagem corporal e estimulação tátil para promover o equilíbrio e a percepção do ambiente), projeto Octos, que leva polvos de crochê para os recém-nascidos e o método Canguru.

"Nós temos oito tutoras que trabalham o método Canguru. A ideia é incentivar as mães e a equipe no cuidado com o recém-nascido. Além da posição Canguru, que estimula o contato físico da criança com a mãe e o pai, nós cuidamos do ambiente, diminuindo tudo que possa causar estresse no bebê", explica uma das tutoras, a fonoaudióloga Yara Régia.
Nesse sentido, cuidam da luz, dos sons, do manuseio com a criança, tudo de modo a aumentar o bem estar e oferecer neuro proteção. "Com isso, também buscamos empoderar a mãe, para ela perceber que a responsabilidade com a criança deve ser mais dos pais do que da equipe", destaca.

AÇÕES – As unidades de Terapia Intensiva Neonatal e a de Cuidados Intensivos Neonatais (Ucin) do HRC oferecem outras atividades às mães e seus filhos internados. Todas têm a participação da equipe multiprofissional composta por pediatra, enfermeiro, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo.
A neonatologia de Ceilândia também promove grupos e oficinas terapêuticas com a produção de objetos para os bebês; ações em comemoração às datas festivas; sessões de fisioterapia e fonoaudiologia; aulas de artesanato semanal com crocheteira e outros.

Após a alta hospitalar, os pacientes fazem, até os 18 meses de idade, a estimulação precoce com terapeuta ocupacional, que consiste em um programa de avaliação e intervenção no desenvolvimento neuropsicomotor. Assim, as mães são ensinadas a brincar com seus filhos em casa, como posicionar a criança, quais os tipos de brinquedo adequados para cada idade, entre outras ações.

BANCO DE LEITE – O hospital, que somente em 2016 fez 6.344 partos, também apresenta expressivos números no Banco de Leite. No último ano, foram coletados 1.107,8 litros de leite humano, advindos de 390 mulheres. Toda essa doação beneficiou 590 bebês.

O banco, que é Padrão Ouro, não somente recebe doações, mas também faz atendimento a todas as lactantes que tenham qualquer tipo de dúvidas nesse sentido. Em 2016 foram 3.853 consultas individuais e 12.622 em grupo, além de 2.474 visitas domiciliares.

*Informações Secretaria Saúde DF