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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Amigos e parentes se despendem de adolescente atropelado em Ceilândia



O enterro de Erick Fernandes, 17 anos, que morreu após ser atropelado na saída de uma festa no domingo (17/8), foi marcado pela revolta de amigos e familiares. Segundo eles, o autor do atropelamento brigou com outro homem dentro do evento e tinha como objetivo atingir a desavença, mas, na confusão, acertou o jovem e mais quatro pessoas. 

Os mais próximos vestiam uma camiseta com a foto dele estampada e choravam a todo momento. A capela onde ocorreu o velório estava repleta de pessoas que queriam dar o adeus. A mãe e a única irmã do jovem estavam bastante emocionadas e tiveram que ser amparadas.

Amigos, colegas e funcionários do Centro Ensino Fundamental 31, instituição em que Erick estudava, foram com um ônibus que saiu da própria escola para a despedida. No momento do enterro, uma amiga da família discursou palavras de apoio e todos clamaram por justiça. Após a oração do Pai Nosso, parentes e conhecidos jogaram flores no túmulo, sob forte comoção. 

Pouco antes do sepultamento, a Polícia Civil chegou em dois carros descaracterizados e apreendeu dois jovens que estavam no local. Segundo as pessoas que acompanhavam o enterro, eles foram levados sem qualquer explicação. “Vocês pegaram as pessoas erradas. Quem deveria estar preso pela morte do nosso menino não está”, chegou a gritar um dos presentes. A Divisão de Comunicação da Polícia Civil confirmou que não tem informação sobre o ocorrido nem sobre qualquer relação das prisões com o suposto homicídio.

Atropelamento 

Segundo relato da tia da vítima à polícia, uma pessoa em um GM Vectra branco teria passado em alta velocidade no local onde Erick Fernandes estava, durante uma festa. Outras pessoas tentaram tirá-lo do caminho, mas não conseguiram evitar que ele fosse atingido nas costas. 
 
Após o atropelamento, o jovem ainda foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). A 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) investiga o caso como homicídio doloso na direção de veículo. Ninguém foi preso ainda. 

*Fonte: Julia Campos / Correio Braziliense