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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Moradores de Ceilândia reclamam de falta de médicos em UPA



Não tem médicos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia”. Foi assim que a estudante Fabiana Ramalho, de 31 anos, denunciou a ausência de clínicos gerais na unidade em questão na noite desta terça-feira (27). Ela compareceu ao local para levar sua mãe, pois pensava que ela tinha enfartado.
No local, o atendimento não ocorreu como ela imaginava. “Fui até o balcão e me informaram que não tinha médico”. Ao perguntar para pacientes que lá estavam, a informação foi confirmada. Segundo eles, a situação se estende a mais de uma semana, à noite não há médicos no local.
“Recomendaram que os pacientes fossem à UPA de Samambaia. Foi o que eu fiz, mas e quem não pode?” Segundo Fabiana, “quem não tem dinheiro ou condições de se locomover, morrerá lá”.
Mais reclamações
O caso de Fabiana não foi a única denúncia de falta de médicos na UPA de Ceilândia.
O padeiro Cristiano Donizete de Macedo, de 31 anos, morador do Sol Nascente, foi na UPA na terça-feira (19), por volta das 20 horas e voltou para casa sem receber atendimento. “Estou com virose e suspeita de dengue e queria fazer um exame para checar o que era, mas me informaram que não tinha médico”.
George Aparecido de Oliveira, chegou a UPA para levar o seu pai, que tem idade avançada e sofre do coração, mas teve que voltar para trás, pois não havia médico. “As outras Unidade de atendimento são mais longe, e teria de usar o transporte público. Não tenho condições”, afirmou George.
Para Cristiano, já citado nesta reportagem, a sensação que fica é de “indignação”. “A gente contribui com impostos e a Cidade tem recursos. Não conseguir manter a saúde pública funcionando é complicado. No meu caso foi uma virose, mas e se fosse alguma situação mais grave?”