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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

MPF denuncia policial do DF que matou assaltante por homicídio doloso



Um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atuava em Brasília, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) na quinta-feira (31) por homicídio doloso (quando há intenção de matar) pela morte de um assaltante em 2009. A vítima foi morta com um tiro de fuzil na nuca durante uma perseguição. O agente da PRF e os colegas que participaram da perseguição alegam legítima defesa.

A denúncia pede a condenação do agente pelo Tribunal do Júri. A pena prevista para esse tipo de crime é de seis a 20 anos de prisão. O procurador Ivan Cláudio Marx chegou à conclusão de homicídio doloso após perícia e reconstituição do crime, realizados em março deste ano.

A PRF sustenta a alegação de que os agentes agiram em legítima defesa. O procurador do MPF, no entanto, afirma que a atitude foi “desproporcional à motivação”, ou seja, não havia necessidade de atirar contra os criminosos. O G1 procurou a PRF para comentar o caso, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.

A denúncia diz ainda que, ao atirar durante a perseguição, o agente tomou uma decisão de risco, já que o carro era movido a gás natural e uma explosão poderia matar os três ocupantes do veículo. O uso de arma de fogo na ocasião foi caraterizado como ilegítimo pelo procurador.

Entenda

Segundo a acusação, a vítima e mais dois suspeitos roubaram um carro em Taguatinga, região do Distrito Federal. Após furtarem o carro, os três seguiram em alta velocidade pela BR-070. Quando tentavam fugir, foram perseguidos pela polícia rodoviária.


Os quatro agentes, que trabalhavam num posto policial da região, foram avisados do crime e começaram a monitorar a via. Como os assaltantes não obedeceram às ordens de parada, os agentes começaram a perseguição. Os policiais rodoviários dispararam contra o carro que só parou depois que os pneus foram furados.

*Por G1-DF