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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Após desfile no JK Shopping, estilista de Ceilândia apresenta nova coleção no Goiânia Fashion Week



O veterano Romildo Nascimento voltou com tudo! Após um hiato de dois anos, o estilista resolveu apostar novamente em coleções, graças a um convite feito pelo JK Shopping, que o convocou para representar a Ceilândia na primeira edição do JK Street Fashion, realizado no dia 16 de setembro. Agora, com o sucesso de vendas do novo trabalho, o designer levará suas novas criações à passarela do Goiânia Fashion Week, em um desfile realizado em parceria com a marca de calçados Débora Bertti, no dia 16 de novembro. As informações são do site Finíssimo.
Depois de seu desfile no último Capital Fashion Week, em 2015, Romildo resolveu focar em sua clientela cativa, apostando em um slow fashion consciente, produzido por demanda, mas, por conta das oportunidades que estão surgindo, o pernambucano se animou em produzir outro compilado de peças. “Com tudo o que aconteceu com o Capital Fashion Week e com a Marcia Lima, eu acabei optando por esperar o evento retornar, mas, como até hoje a gente não tem uma previsão sobre o futuro da semana de moda, eu me senti mais à vontade para participar de outras iniciativas, principalmente porque o JK Street Fashion é basicamente uma homenagem à Ceilândia. Além disso, eu tive um motivo a mais, pois eu fui convidado para ser o estilista que representa a moda local”, afirma.
Os onze looks mostrados no JK Street Fashion são um preview da coleção completa, que será mostrada no Castelli Hall, palco do Goiânia Fashion Week 2017. “A Debora Bertti, que já é minha parceira de longa data, tem loja em Goiânia e nós tivemos a ideia de fazer uma nova parceria para participar do evento. Ela vai bancar os custos e eu vou desenvolver um desfile Romildo Nascimento para Debora Bertti, como já fizemos outras vezes”, explica.
Romildo conta que o preview não ganhou tantas características de seu trabalho, já que o estilista teve apenas 20 dias para desenvolver todas as peças desfiladas no centro de compras, mas que para Goiânia pretende apostar em estampas exclusivas, já introduzidas em duas peças desfiladas no JK. “Sou conhecido pela pegada artesanal e manual do meu processo de criação, mas escolhi fazer modelagens mais simples e básicas. Atravessamos um momento de crise financeira e as pessoas acabam investindo em peças com um preço mais acessível. Não dá para fazer algo muito elaborado. A grande diferença é que, pela primeira vez, estou usando estampas exclusivas, desenvolvidas pelo artista Wescley Ferreira”.
Sobre suas inspirações para a nova coleção, o queridinho da Ceilândia afirma que há alguns anos sua clientela é o que direciona suas criações. “Eu já venho trabalhando, há algumas coleções, diretamente para o meu cliente. Para um público específico. Porém, desde o início da minha carreira, eu sigo uma modelagem mais justa, então, mesmo que o mercado esteja caminhando para uma tendência mais ampla, para um estilo mais street, eu me mantenho fiel ao meu DNA. Também existem aquelas peças que eu sempre gosto de fazer, como as jaquetas, e as cores que não abro mão: preto e branco”, diz.
O Finíssimo conversou com Romildo após o desfile para saber mais detalhes da coleção e do processo de criação de suas novas apostas. Confira:
Vinte dias é um período bem curto para se executar um trabalho desse porte. Aconteceu algum problema no processo ou você conseguiu terminar tudo como o planejado?
O diferencial dessa coleção seriam as estampas, que acabaram não saindo como planejado. Eu e o Sindiveste tivemos um esforço gigante para fazer com que o trabalho de estamparia acontecesse, mas eu só consegui estampar duas peças. As dificuldades continuam as mesmas. Ainda não consigo trabalhar estampas em tecidos naturais, por conta da metragem. Eu ainda produzo pouco. Eu não consegui fazer uma sublimação em Brasília, pois ninguém quer fazer em pouca quantidade. Acabei tendo que ir para Goiânia para conseguir incluir algo nessa primeira parte da coleção. A Vânia Gavião ainda conseguiu me salvar e fazer uma peça bordada a mão com a estampa.
Imagino que você tenha tido ajuda para viabilizar esse trabalho. Quem te ajudou a confeccionar essa nova coleção?
Eu tenho uma equipe fixa que já trabalha comigo, mas, como nesse período de execução a gente acaba trabalhando cerca de 16 horas por dia, eu contrato mais uma pessoa para nos auxiliar. É tudo produzido no meu atelier, mas nessa coleção estou tendo um super apoio da presidente do Sindiveste, Walquíria Aires. Ela que entrou em contato com os lojistas para me fornecerem material, que falou com o pessoal da modelagem. Ela é uma peça chave nesse novo trabalho.
Por que você acredita que foi escolhido para representar a moda da Ceilândia no JK Street Fashion?
O nome do evento já fala por si só. O JK Street Fashion é justamente para essa galera que gosta desse movimento de rua, do rap, do hip hop, mas eu me considero o estilista que mais representa a Ceilândia por ter já participado de alguns eventos a nível nacional ou até mesmo do Programa da Xuxa, por ter levado o nome da cidade à outros lugares. Não foi necessário eu sair daqui para ter o reconhecimento da população. Geralmente é o que acontece. O artista tem o trabalho reconhecido fora para depois ser valorizado onde mora. No meu caso, isso não aconteceu. Desde meu primeiro desfile, sempre tive muito apoio. Até a própria Marcia Lima, idealizadora da Capital Fashion Week, dizia isso. Eu fico extremante feliz de poder cada vez mais estar levando o nome da Ceilândia para outros lugares e mostrar que aqui também produzimos moda.
Como foi a recepção do público à essa nova coleção?
Está sendo surpreendente. Já vendi metade das peças e a expectativa é que vendamos o resto delas na próxima edição do Picnik, que acontece dia 12.
Texto: Danillo Costa
Fotos: Giovanna Bembom 
Site Finíssimo